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Israel recebe pela primeira vez uma delegação dos Emirados Árabes

Secretário de Segurança Nacional de Israel, Meir Ben-Shabbat. conselheiro sênior da Casa Branca, Jared Kushner; e ministro de Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos,  Anwar Gargash, durante reunião em Abu Dhabi - WAM
Secretário de Segurança Nacional de Israel, Meir Ben-Shabbat. conselheiro sênior da Casa Branca, Jared Kushner; e ministro de Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos, Anwar Gargash, durante reunião em Abu Dhabi Imagem: WAM

20/10/2020 17h34

Tel Aviv, 20 out (EFE).- A primeira delegação oficial dos Emirados Árabes Unidos chegou a Israel hoje, em mais uma etapa da rápida normalização das relações e da assinatura de diversos acordos, entre eles a isenção de vistos entre cidadãos dos dois países.

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu recebeu a delegação no Aeroporto Internacional Ben Gurion, nos arredores de Tel Aviv. Desembarcaram os ministros de Finanças e Economia do país árabe, Obaid Humaid Al Tayer e Abdulla Bin Touq Al Marri.

A delegação veio acompanhada pelo secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steve Mnuchin, e pelo o conselheiro da Casa Branca e enviado especial para Negociações Internacionais, Avi Berkowitz.

Estão previstos diversos acordos nas áreas de aviação, proteção de investimentos e ciência e tecnologia. A delegação não sairá do aeroporto e os pactos serão assinados no local, por motivos de precaução com o contágio pelo coronavírus.

Netanyahu terá um encontro com Mnuchin, Berkowitz, Al Tayer e Al Marri, e depois uma reunião bilateral com Mnuchin.

A viagem é o passo seguinte à ratificação do acordo de construção de relacionamento, mediado por Washington e assinado na Casa Branca em setembro.

Os Emirados são o terceiro país árabe a estabelecer relações com Israel, quebrando o consenso histórico da Liga Árabe de não normalizar os laços até que haja um acordo de paz de Israel com a Palestina e o estabelecimento de um estado palestino independente.

A decisão de Abu Dhabi foi seguida imediatamente pelo Bahrein, que também assinou na mesma época um memorando de normalização, cujos detalhes ainda estão em negociação.

Tanto Israel quanto os EUA estão convencidos de que mais países árabes seguirão os passos dos Emirados, o que os palestinos, entretanto, consideram uma "traição".

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