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Bélgica é o país europeu mais atingido pela segunda onda de covid-19

Pedestres usam máscara para conter o avanço do coronavírus em Bruxelas, capital da Bélgica - Dursun Aydemir/Anadolu Agency via Getty Images
Pedestres usam máscara para conter o avanço do coronavírus em Bruxelas, capital da Bélgica Imagem: Dursun Aydemir/Anadolu Agency via Getty Images

27/10/2020 16h00

Com uma incidência acumulada de 1.390,9 casos em média por 100 mil habitantes em 14 dias, a Bélgica ultrapassou a República Tcheca (1.379,8) e já é o país europeu mais atingido pela segunda onda de covid-19, de acordo com o boletim diário do Centro Europeu para Prevenção e Controle de Doenças (ECDC, na sigla em inglês).

O país da Europa Central registrou uma média de 13.052 novas infecções diárias na última semana, de acordo com o último boletim das autoridades sanitárias belgas, e o aumento médio semanal nas infecções é de 38%.

Os dados de incidência cumulativa reportados pelo ECDC, que compara os números de 31 países da União Europeia e do resto da Europa, é de 1.390,9, ligeiramente superior ao oferecido pela última atualização do relatório epidemiológico das autoridades sanitárias belgas, que hoje soma 1.289 casos.

Depois da Bélgica e da República Tcheca, o ECDC classifica Luxemburgo (760,4), Eslovênia (732,8), Liechtenstein (687,9) França (629,4), Holanda (694,1), Eslováquia (455) e Espanha (446).

As internações na Bélgica aumentaram a uma taxa semanal de 88%, com 502 em média por dia, enquanto as mortes relacionadas à covid-19 ficaram em uma média diária de 48,3, um aumento semanal de 50%.

Desde o último dia 19, a Bélgica aplica um toque de recolher noturno em todo o país, fechando completamente o setor de hotelaria.

No nível federal, o governo de Alexandre de Croo tenta esperar até meados desta semana para ver se, dez dias após o último conjunto de restrições, essas medidas entrarão em vigor ou se será necessário aplicar um bloqueio generalizado semelhante ao feito durante a primavera europeia.

O governo federal anunciou hoje que na próxima sexta-feira se reunirá com o comitê de crise para avaliar a situação, sem dar mais detalhes, um dia após a cúpula telemática de chefes de Estado e de Governo da União Europeia para analisar a situação do coronavírus na UE.

O aumento das infecções parece estar desacelerando na Bélgica, mas as autoridades alertam que isso pode ser em parte devido a uma mudança na estratégia de diagnóstico, uma vez que, com a saturação dos laboratórios, os testes não estão sendo mais realizados em pacientes assintomáticos.

Com uma média de 66,9 mil exames por dia contra 35 mil no final de setembro, a taxa de positividade na Bélgica continua aumentando, situando-se em 21,1%, subindo para 37% em Liège e 29% em Bruxelas.

Particularmente preocupante é a situação nos hospitais, que já estão sob grande pressão e podem ficar sem leitos de Unidades de Terapia Intensiva em duas semanas.

As regiões mais afetadas são Valônia (sul) e Bruxelas (centro), com uma incidência cumulativa nas grandes cidades de 2.616 casos em Liège e 1.826 em Bruxelas. Ambos ampliaram as restrições federais com medidas como o fechamento de todas as atividades culturais ou esportivas não profissionais.

Além disso, os alunos do ensino médio em Bruxelas e na Valônia seguirão as aulas online a partir de amanhã, antes do início das férias escolares de novembro, que foram estendidas para tentar mitigar a propagação da pandemia.

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