PUBLICIDADE
Topo

Coronavírus

Conteúdo publicado há
1 mês

Com escassez de vacinas, Nova York suspende megacampanha de vacinação

14.dez.2020 - A enfermeira Sandra Lindsay, de Nova York, foi a primeira a ser vacinada contra o coronavírus nos EUA - Mark Lennihan/Reuters
14.dez.2020 - A enfermeira Sandra Lindsay, de Nova York, foi a primeira a ser vacinada contra o coronavírus nos EUA Imagem: Mark Lennihan/Reuters

26/01/2021 19h19

O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, revelou nesta terça-feira que a cidade ficou praticamente sem vacinas contra a covid-19, suspendeu os planos para abrir estádios durante a campanha de vacinação e recomendou que as pessoas não façam planos em grupo até o verão.

Em entrevista coletiva, o prefeito disse que a cidade só tem 7.700 doses de vacina e pediu que as autoridades federais usem o estoque reservado para a segunda dose, mesmo com o risco de que os vacinados não recebam no tempo previsto a segunda injeção necessária.

"Estamos sem saída, não podemos fazer vacinações porque não temos vacinas suficientes", explicou De Blasio, que precisou suspender por tempo indefinido os planos de habilitar o Yankee Stadium e o Citi Field para uma campanha de vacinação em massa.

O governante comentou que há 100mil doses reservadas que não estão sendo utilizadas, e pediu às autoridades federais e ao governo do presidente Joe Biden autorização para liberar o estoque.

A prefeitura espera receber entre até a quarta-feira cerca de 107 mil doses de vacinas contra covid-19 e remarcar a vacinação adiada.

"Vamos usar o que temos agora porque já estamos vendo esforços para melhorar a produção. Estamos empenhados para que todos recebam a segunda dose, mas estamos passando por uma escassez. Não vivemos num mundo perfeito, temos escassez total", disse o prefeito, que recordou que a segunda dose pode ser adiada sem perder eficácia na imunização contra o coronavírus, explicou.

De Blasio disse que, devido à falta de progressos na campanha de vacinação, "não planejaria nenhum casamento nesta primavera" e que será preciso esperar até o verão para ver os efeitos da imunização na evolução da pandemia.

Coronavírus