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1 mês

Espanha decide extraditar ex-general venezuelano Hugo Carvajal aos EUA

20/10/2021 14h45

Madri, 20 out (EFE).- A justiça espanhola determinou a extradição aos Estados Unidos do ex-general venezuelano chavista Hugo Armando Carvajal, detido em Madri e considerado o fugitivo mais procurado por tráfico de drogas, após negar a sua solicitação de asilo na Espanha.

A Audiência Nacional decidiu nesta quarta-feira que Carvajal ficará à disposição da Unidade de Cooperação Policial Internacional, que deverá concretizar a entrega aos EUA.

Carvajal é procurado pelos EUA para ser julgado por crimes que na Espanha equivalem a pertencimento a uma organização criminosa ou colaboração com organização terrorista e tráfico de drogas de forma agravada.

Em 14 de setembro, o tribunal espanhol suspendeu a extradição de Carvajal, considerado o fugitivo mais procurado pelos Estados Unidos por tráfico de drogas, até que o Ministério do Interior espanhol resolvesse o seu pedido de asilo.

Pouco depois, a pasta informou que tinha recusado o pedido e Carvajal recorreu imediatamente contra a recusa. No entanto, na terça-feira foi ratificado que o asilo não seria concedido, motivo pelo qual a extradição foi confirmada.

A Audiencia Nacional aprovou a extradição do ex-chefe dos serviços secretos venezuelanos em novembro de 2019, meses depois de ter sido preso na Espanha com documentação falsa. Entretanto, a extradição não se concretizou, uma vez que o acusado não apareceu, pois estava em liberdade e depois em paradeiro desconhecido.

Quase dois anos após a fuga, Carvajal foi preso em setembro, em um apartamento em Madri que a polícia espanhola localizou com a ajuda da agência antidrogas americana.

Após a detenção, Carvajal foi colocado em uma prisão de Madri, aguardando a extradição, e depois pediu para ser autorizado a depor perante o tribunal espanhol onde a sua extradição estava sendo processada, o que foi aceito pelo juiz encarregado do caso.

Inicialmente, Carvajal disse que falaria sobre questões de terrorismo internacional como ETA e FARC, mas durante o depoimento apontou para supostos pagamentos a ex-líderes do partido espanhol Podemos, aliado do Partido Socialista no governo espanhol, através da petroleira estatal venezuelana PDVSA.

Após esse primeiro comparecimento diante do juiz, Carvajal forneceu documentos ao tribunal com os quais pretende provar que tais políticos receberam pagamentos do governo venezuelano. Depois de entregar a documentação, foi convocado a comparecer à Audiencia Nacional em 27 de outubro. EFE