Diretório do PT convoca Congresso Nacional da sigla e promete "oposição implacável"

Em Brasília

  • Rahel Patrasso/Xinshua

Enfraquecido nas urnas nas recentes eleições municipais e desgastado após denúncias originadas pela operação Lava Jato, o PT decidiu nesta sexta-feira (11) convocar o 6º Congresso Nacional do partido, defendeu uma reorganização da esquerda e prometeu "oposição implacável" ao governo de Michel Temer.

Ao criticar medidas da gestão do "governo usurpador" como a PEC que estabelece um teto para os gastos públicos, a medida provisória que reformula o ensino médio e a ainda não formalizada reforma da Previdência, resolução do partido divulgada nesta sexta-feira, após reunião do Diretório Nacional, denuncia o que considera retrocessos de um projeto "antipopular, antinacional e antidemocrático".

"É neste cenário de lutas e retomada do combate ao governo golpista que se realiza o nosso 6º Congresso. Instrumento de reorganização, renovação, revitalização e retificação de nossas práticas internas, mas também de nossas relações com a sociedade", diz a resolução, que também faz referência a atos recentes contra movimentos sociais, estudantes e partidos de esquerda que se manifestaram contra o governo.

Num momento em que o PT corre o risco de perder parlamentares para outras legendas e sofrer um profundo racha, o congresso partidário foi marcado para os dias 7, 8 e 9 de abril de 2017, quando deverá ser eleita a nova liderança petista, "a partir da base".

O documento defende que a recente eleição do republicano Donald Trump à Presidência dos Estados Unidos e o crescimento da direita na Europa e na América Latina exigem "do PT e da esquerda uma reorganização da luta em escala internacional".

Defesa de Lula

A resolução faz referência ainda --e reafirma o conteúdo-- a manifesto "em defesa da democracia, do estado de direito e do ex-presidente Lula" divulgado na quinta-feira, dia do lançamento da campanha "Um Brasil justo pra todos e pra Lula".

O manifesto afirma que, sob o pretexto do combate à corrupção, são executados ataques a direitos e garantias, por meio da "manipulação arbitrária da lei", prisões por "mera suspeita" e "conduções coercitivas sem base legal". O documento acusa o que considera uma "caçada judicial e midiática" ao presidente Lula.

"Hoje no Brasil, defender o direito de Lula à presunção da inocência, à ampla defesa e a um juízo imparcial é defender a democracia e o estado de direito. É defender a liberdade, os direitos e a cidadania de todos os brasileiros", conclui o manifesto.

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