Sequestro de avião líbio em Malta termina pacificamente com rendição de sequestradores

Por Chris Scicluna

VALLETTA (Reuters) - Sequestradores armados com o que provavelmente eram réplicas forçaram um avião a pousar em Malta nesta sexta-feira, antes de libertarem todos os reféns sem ferimentos e se renderem, após terem declarado lealdade ao falecido líder da Líbia, Muammar Gaddafi.

Imagens exibidas pela televisão mostraram os dois homens sendo conduzidos para fora do avião algemados. O primeiro-ministro maltês, Joseph Muscat, tuitou: "Os sequestradores se renderam. Foram revistados e levados em custódia".

O avião fazia um voo interno na Líbia quando foi sequestrado por homens e um dizia ter uma granada de mão. A aeronave foi desviada para Malta, que fica a cerca de 500 quilômetros da Líbia.

Muscat disse que a granada e as duas pistolas que os sequestradores estavam carregando pareciam ser réplicas, de acordo com uma perícia inicial.

Um canal de TV líbio relatou que conversou por telefone com um dos sequestradores, que se descreveu como líder de um partido pró-Gaddafi. Gaddafi foi morto em um levante em 2011, e o país tem sido castigado por violência de facções desde então.

Após passageiros deixarem o avião, um homem apareceu brevemente no topo da escada com uma bandeira verde, semelhante ao do Estado governado por Gaddafi.

O parlamentar Al-Saghir disse à Reuters que Abdusalem Mrabit, também membro do Parlamento da Líbia que estava no avião, disse que os dois sequestradores estavam na faixa dos 20 anos e eram do grupo étnico tebu, do sul da Líbia.

Uma autoridade sênior da segurança líbia disse à Reuters que durante o voo, o piloto disse à torre de controle do aeroporto de Mitiga, em Trípoli, que a aeronave havia sido sequestrada.

"O piloto relatou à torre de controle em Trípoli que eles haviam sido sequestrados, então perderam comunicação", disse a autoridade, falando sob condição de anonimato.

O avião voava de Sebha, no sudoeste da Líbia, para a capital Trípoli pela estatal Afriqiyah Airways, um voo que normalmente leva pouco mais de duas horas.

(Reportagem de Chris Scicluna; reportagem adicional de Ahmed Elumami, Ayman al-Warfalli, Aidan Lewis, Robin Pomeroy e Alison Williams)

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