Escolha de gabinete do Zimbábue mostrará se Mnangagwa está rompendo com passado

Por Emelia Sithole-Matarise

HARARE (Reuters) - O novo presidente do Zimbábue, Emmerson Mnangagwa, deve formar um novo gabinete nesta semana, com todos os olhos voltados para ver se ele irá romper com o passado e nomear um governo de base ampla ou se irá selecionar antigas figuras da era de Robert Mugabe.

Interessa particularmente quem ele escolherá como ministro de Finanças para substituir Ignatius Chombo, que estava entre membros de um grupo de aliados de Mugabe e sua esposa, Grace, que foram detidos e expulsos do partido governista. Chombo está enfrentando acusações de corrupção e ficará sob custódia até julgamento.

Em um sinal preliminar de que Mnangagwa pode fazer as coisas de maneira diferente, o partido governista Zanu-PF cortou o orçamento para um congresso especial que acontecerá no próximo mês e reduziu sua duração pela metade, relatou o jornal estatal Herald, nesta segunda-feira.

Mnangagwa tomou posse como presidente na última sexta-feira depois que Mugabe, de 93 anos, renunciou ao cargo sob pressão do Exército.

Mnangagwa se comprometeu a reconstruir a devastada economia do Zimbábue e a servir a todos os cidadãos. Mas, por de trás da retórica, muitos se perguntam se um homem que serviu fielmente a Mugabe por décadas pode trazer mudanças a um governo acusado de sistemáticos abusos de direitos humanos e políticas econômicas desastrosas.

"A composição do novo governo mostrará um caminho claro se continuamos com o status quo ou uma clara ruptura com o passado que nós precisamos para construir um Estado sustentável. É uma escolha simples", disse o ex-ministro de Finanças e líder da oposição Tendai Biti.

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