Macron alerta Turquia a não usar operação contra curdos para invadir a Síria

PARIS (Reuters) - O presidente francês, Emmanuel Macron, alertou a Turquia que sua operação contra milícias curdas no norte da Síria não deve servir como desculpa para invadir o país e disse querer que Ancara coordene sua ação com seus aliados.

Na semana passada, a Turquia lançou uma ofensiva aérea e terrestre no noroeste sírio, visando a milícia curda YPG na região de Afrin, o que abriu uma nova frente de batalha na guerra civil de sete anos e tensionou os laços com os aliados de Ancara na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

"Se acontecer de esta operação tomar outro rumo que não seja combater uma ameaça terrorista em potencial à fronteira turca e se tornar uma operação de invasão, isto se torna um problema de verdade para nós", disse Macron em uma entrevista ao jornal Le Figaro publicada nesta quarta-feira.

A Turquia considera a YPG uma organização terrorista e uma extensão do proscrito Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que mantém uma insurgência no sudeste turco de maioria curda há três décadas.

O primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, defendeu a operação, dizendo que ela almeja somente garantir a segurança de sua nação e proteger árabes, curdos e turcomenos de "organizações terroristas".

"Se a França estiver interpretando a questão assim (como uma operação de invasão), precisamos avaliar o que eles fizeram na Síria do mesmo modo", disse Yildirum em uma coletiva de imprensa ao lado do premiê libanês, Saad al-Hariri, em Ancara.

"Esta é uma ideia distorcida desde o início. O mundo todo sabe que a Turquia não está agindo com uma mentalidade invasiva. Eles deveriam saber disso."

(Por John Irish, em Paris, e Ezgi Erkoyun, em Ancara) 

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