Democratas dizem que relatos não apoiam alegação de Trump sobre "espião" do FBI

Por Sarah N. Lynch e Mark Hosenball

WASHINGTON (Reuters) - Parlamentares democratas dos Estados Unidos disseram nesta quinta-feira que eles não escutaram nada em briefings confidenciais pelo FBI e de agentes de inteligência para apoiar alegações não substanciadas do presidente Donald Trump de que a agência havia colocado um “espião” na sua campanha eleitoral de 2016 para ajudar a sua rival democrata, Hillary Clinton.

O diretor do FBI, Christopher Wray, o diretor da Inteligência Nacional, Dan Coats, e o vice-secretário de Justiça, Rod Rosenstein, que supervisiona a investigação do Conselho Especial de Robert Mueller sobre Rússia, realizaram dois briefings incomuns para parlamentares sêniores de ambas as partes na sequência da alegação do presidente republicano.

Os comentários de Trump sobre o "espião" marcam seu mais recente ataque ao FBI, em um momento em que ele sente a pressão acumular da corrente investigação, liderada por Mueller, que foi indicado no ano passado pelo Departamento de Justiça, sobre suposto conluio da campanha de Trump de 2016 e a Rússia e se Trump cometeu obstrução de justiça.

“Nada que nós ouvimos hoje mudou nossa opinião de que não há evidência para sustentar quaisquer acusações de que o FBI ou qualquer agência de inteligência colocaram um espião na campanha de Trump ou fracassaram em seguir procedimentos e protocolos apropriados”, disse Adam Schiff, principal democrata do Comitê de Inteligência da Câmara dos Deputados, a repórteres após o briefing.

    Schiff disse que falava também em nome de outros democratas que participaram do evento.

Um briefing à tarde no Capitólio seguiu uma sessão anterior no Departamento de Justiça. Planos iniciais pediam um único briefing confidencial sem presença de democratas.

     A porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, disse que o chefe de gabinete da Casa Branca, John Kelly, e o conselheiro especial da Casa Branca, Emmet Flood, fizeram breves observações aos que compareceram aos encontros “para transmitirem o desejo do presidente para a maior abertura possível sob a lei”, mas saíram antes de as sessões começarem oficialmente.

(Reportagem adicional por Mark Hosenball, Susan Cornwell, Amanda Becker e Doina Chiacu)

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