Abcam pede que caminhoneiros retirem interdições, mas mantenham protestos pacíficos

SÃO PAULO (Reuters) - A Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) pediu nesta sexta-feira que os manifestantes que protestam contra o preço do diesel retirem interdições nas rodovias, mas mantenham manifestações pacífica, depois que o governo federal anunciou o uso de tropas federais para desobstruir estradas.

A Abcam também reiterou, em comunicado, que continua sem assinar qualquer acordo com governo, e que mantém sua demanda pela retirada de PIS/Cofins sobre o diesel para encerrar o movimento de paralisação iniciado na segunda-feira.

A associação disse ser "lamentável" que o presidente Michel Temer tenha preferido ameaçar os caminhoneiros em greve com uso de força em vez de atender necessidades da categoria.

Uma das principais associações de caminhoneiros responsáveis pelo movimento, a Abcam manifestou-se após Temer anunciar mais cedo que acionou um plano de segurança que inclui o uso de tropas federais para desbloquear estradas em meio a protestos em 24 Estados e no Distrito Federal.

Os protestos permaneceram nesta sexta-feira mesmo após o governo federal e representantes de algumas entidades da categoria anunciarem na noite de quinta, após sete horas de reunião, um acordo que previa o congelamento do preço do diesel nos níveis anunciados pela Petrobras nesta semana por 30 dias.

(Reportagem de José Roberto Gomes)

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