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Grécia "fechará as portas" a imigrantes sem direito a asilo, diz premiê

O primeiro-ministro grego Kyriakos Mitsotakis - Louisa Gouliamaki/AFP
O primeiro-ministro grego Kyriakos Mitsotakis Imagem: Louisa Gouliamaki/AFP

Da Reuters, em Atenas

22/11/2019 12h12

O primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis disse ao Parlamento que aprovou a contratação de 400 guardas na divisa terrestre da Grécia com a Turquia e outros 800 guardas para suas ilhas. A Grécia também atualizará suas operações de patrulha naval, disse.

Na quarta-feira (20), o governo conservador eleito em julho anunciou planos de fechar campos de refugiados superlotados em ilhas e substituí-los por centros de detenção mais restritivos.

"São bem-vindos à Grécia somente aqueles que escolhemos. Aqueles que não são bem-vindos serão devolvidos", disse Mitsotakis. "Fecharemos as portas permanentemente a traficantes ilegais de pessoas, àqueles que querem entrar embora não tenham qualificação para receber asilo".

A Grécia foi a principal rota de entrada para a União Europeia para mais de um milhão de pessoas fugindo de conflitos em 2015-16.

As chegadas de imigrantes e refugiados da vizinha Turquia voltaram a subir, e mais de 37 mil pessoas estão espremidas em instalações nas ilhas que operam muito acima de sua capacidade.

O governo quer transferir até 20 mil pessoas para o território continental até o final do ano, e acredita que novas instalações estarão prontas até julho de 2020.

Os Médicos Sem Fronteiras (MSF) expressaram preocupação com os novos centros nesta sexta-feira, dizendo que eles podem proporcionar melhores condições de vida, mas eventualmente ser transformados em prisões para pessoas que buscam segurança e já estão enredadas "em um drama sem fim".

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