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Em meio a tensão com Ucrânia, Rússia diz que pode ser 'forçada' a proteger seus cidadãos

"Grandes hostilidades militares poderiam assinalar o começo do fim da Ucrânia como país", afirmou autoridade do Kremlin - Mikhail Klimentyev/Sputnik/AFP
"Grandes hostilidades militares poderiam assinalar o começo do fim da Ucrânia como país", afirmou autoridade do Kremlin Imagem: Mikhail Klimentyev/Sputnik/AFP

Andrey Ostroukh e Anton Zverev

08/04/2021 11h39

Uma autoridade de alto escalão do Kremlin disse nesta quinta-feira que, sob certas circunstâncias, a Rússia pode ser forçada a proteger seus cidadãos no leste da Ucrânia e que grandes hostilidades militares poderiam assinalar o começo do fim da Ucrânia como país, relatou a agência de notícias Tass.

Nações ocidentais pedem moderação desde que a Ucrânia acionou o alarme em reação a uma intensificação de forças russas perto da fronteira entre os dois países. A violência aumentou ao longo da linha de contato entre forças do governo e separatistas de Donbass, região do leste ucraniano.

"Eu sustento a avaliação de que... o início de uma ação militar ? isto seria o começo do fim da Ucrânia", disse o vice-chefe da administração presidencial da Rússia, Dmitry Kozak, segundo uma citação.

Kozak foi indagado se a Rússia protegerá seus cidadãos no leste da Ucrânia.

Referindo-se em sua resposta a Srebrenica, onde cerca de oito mil homens e meninos muçulmanos foram mortos por forças bósnio-sérvias durante a guerra da Bósnia de 1992-1995, ele disse: "Tudo depende da escala do fogo. Se houver, como diz nosso presidente, uma Srebrenica, aparentemente eles terão que interferir para defender (os cidadãos)."

Durante uma conversa telefônica com a chanceler alemã, Angela Merkel, nesta quinta-feira, o presidente russo, Vladimir Putin, acusou Kiev de ações provocadoras no leste ucraniano que disse estarem inflamando a situação na região.