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UE planeja enfrentar Rússia com diplomacia alimentar no norte da África

Bandeira da União Europeia (UE) - Pascal Rossignol/Reuters
Bandeira da União Europeia (UE) Imagem: Pascal Rossignol/Reuters

Francesco Guarascio

Da Reuters*

12/04/2022 17h49Atualizada em 12/04/2022 18h01

A União Europeia pretende enfrentar o aumento dos preços do trigo e dos fertilizantes e a escassez esperada nos Bálcãs, norte da África e Oriente Médio com "diplomacia alimentar", para combater a narrativa da Rússia sobre o impacto de sua invasão na Ucrânia, disseram diplomatas da UE e autoridades.

A insegurança alimentar está causando "ressentimento" em países vulneráveis dessas regiões, enquanto Moscou retrata a crise como consequência das sanções ocidentais à Rússia, disse um diplomata da União Europeia.

Isso representa uma ameaça potencial à influência da UE, disse o diplomata. O bloco planeja enfrentar isso com "diplomacia alimentar e uma batalha de narrativas".

O presidente russo, Vladimir Putin, disse na semana passada que as sanções do Ocidente fomentaram uma crise global de alimentos e a disparada dos preços da energia.

Países próximos da UE, especialmente o Egito e o Líbano, são altamente dependentes de trigo e fertilizantes da Ucrânia e da Rússia. Eles enfrentam um aumento de preços após uma queda na oferta desde que Moscou iniciou o que chama de "operação militar especial" na Ucrânia.

O bloco de 27 membros também quer aumentar os esforços internacionais para mitigar o impacto da escassez e, juntamente com o Programa Alimentar Mundial da ONU, anunciará novas iniciativas na terça-feira.

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO, na sigla em inglês) confirmou que está considerando um mecanismo de financiamento de importação de alimentos.

(*Reportagem adicional de Gus Trompiz em Paris)