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Apesar da crise, brasileiros participam de Encontro Mundial das Famílias em Dublin

23/08/2018 23h00

Acontece nesse momento em Dublin o 9° Encontro Mundial das Famílias.

Criados em Roma a partir de 1994 a partir de uma iniciativa do papa João Paulo II, os Encontros Mundiais das Famílias são realizados a cada três anos. E a edição deste ano já está sendo celebrada pelo número recorde de participantes.

“É o maior Encontro Mundial de Famílias que já tivemos. Se na edição anterior, na Filadélfia, tivemos 17 mil pessoas, esse ano temos mais de 35 mil. Essa presença, que quase dobrou, mostra o interesse das pessoas pela família”, declarou à RFI o padre brasileiro Alexandre Awi Mello, secretário do Dicastério dos Leigos, Família e Vida do Vaticano, que está em Dublin e participou dos preparativos do evento.

O encontro, que começou no dia 22 de agosto, e este ano tem como tema “O Evangelho da Família, alegria para o mundo”, é marcado por dois momentos distintos: um congresso pastoral de três dias, seguido de eventos no fim de semana, com o festival de famílias e uma missa, celebrada no domingo (26) pelo papa Francisco, que desembarca em Dublin neste sábado (25).

Família vista sob vários ângulos

Maior país católico do mundo, o Brasil não podia deixar de marcar presença. No entanto, como relata o padre Alexandre, mesmo se a participação verde-amarela é significativa, “ela não é abundante”. Isso se explica, segundo ele, “por causa da situação econômica e política no Brasil, que torna mais difícil para o pessoal viajar”. Mesmo assim, estão presentes uma delegação oficial da Conferência dos Bispos do Brasil (CNBB), além de representantes de diversas dioceses e de vários movimentos religiosos.

Ainda não há estatísticas exatas sobre a participação por país, mas o padre confirma que “não é uma representação massiva, como vimos acontecer na Jornada Mundial da Juventude. Mas é uma participação significativa, que mostra também o interesse que o Brasil tem por esse tema que é a família”.

Durante o congresso no início do encontro, cardeais, teólogos, religiosos e leigos conduziram as atividades, como workshops e palestras sobre a questão da família sob vários ângulos. Temas atuais como o acolhimento e inclusão de homossexuais nas comunidades e os desafios no âmbito familiar também fazem parte da programação.