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1 mês

Nova York comemora retomada da 'vida como antes' com 70% dos adultos vacinados

16.fev.2021 - Pessoas caminham em rua de Nova York, perto de Wall Street - Brendan McDermid/Reuters
16.fev.2021 - Pessoas caminham em rua de Nova York, perto de Wall Street Imagem: Brendan McDermid/Reuters

Luiza Duarte

Da RFI, em Nova York

16/06/2021 04h46Atualizada em 16/06/2021 07h52

A partir dessa quarta-feira (16), Nova York abandona a maior parte das restrições adotadas há mais de um ano para conter a pandemia. O estado atingiu antes do prazo a meta de vacinar 70% dos adultos. Do outro lado do país, na Costa Oeste, a Califórnia fez a reabertura se tornar realidade na mesma semana. A retomada nesses dois importantes estados americanos sinaliza que o país entra em uma nova fase na luta contra a covid-19.

Nova York retoma "vida de volta ao que era antes", foi o que garantiu o governador do estado, Andrew Cuomo. Ele anunciou a retirada da última etapa de restrições impostas pela pandemia. Desde março de 2020, a maior cidade dos Estados Unidos adotou uma série de restrições. Nova York foi, no primeiro semestre do ano passado, o epicentro da covid-19, mas conseguiu fazer os números baixarem. O vírus provocou a morte de mais de 33 mil pessoas apenas na cidade.

Depois de longo isolamento e uma campanha de vacinação que ganhou impulso nos últimos meses, 70% dos adultos já receberam ao menos uma dose da vacina e mais de 60% estão imunizados. Nas últimas 24h, foram distribuídas mais de 110 mil doses.

A vacinação é gratuita e acessível para todos com mais de 12 anos. As autoridades retiraram a obrigatoriedade de residência para a vacinação. Doses estão sendo administradas em que vem de outros estados e mesmo de fora do país.

O turismo da vacina conta com o apoio estadual e da prefeitura de Nova York. Pontos móveis oferecem vacina sem hora marcada, uma alternativa para quem não pode se apresentar no dia e horário que o sistema online de vacinação sugere.

Além da campanha de conscientização, empresas e serviços passaram a oferecer as mais variadas promoções, descontos e brindes, para quem provar que está imunizado.

Retomada é celebrada com fogos de artifício

Fechamentos e restrições de funcionamento, horários e capacidades foram suspensos. Protocolos de limpeza e distanciamento passam a ser opcionais. Nova iorquinos já podem frequentar espaços internos de bares, podem ir para academia, museus, cinema e agora para eventos de pequeno e médio porte, como concertos e competições.

Mesmo assim, estabelecimentos ficam livres para adotar as regras de proteção que acharem necessárias, como o uso da máscara ou exigência de comprovante de vacinação para clientes.

Medidas de restrição para a conter a pandemia serão mantidas em lares para idosos, prisões, abrigos, escolas, grandes eventos em locais fechados e transporte público. A recomendação para quem ainda não vacinou é seguir usando a máscara.

A reabertura de Nova York foi celebrada com fogos de artifício. A operação de crise de combate à covid-19 começou há exatos 473 dias nessa parte do país. Desde o início da pandemia, mais de 950 mil casos da doença foram registrados. Hoje, a taxa de infecção de Nova York está abaixo de 1,5% e os grandes homenageados são os profissionais de saúde.

Pontos turísticos foram iluminados em azul e dourado para celebrar a cidade que, por enquanto, domou o vírus. A mensagem é que a saída de crise só foi possível com o sacrifício e a cooperação da população, que em grande parte abraçou as novas regras para conter a pandemia.

Cuomo também suspendeu o auxílio emergencial estadual para quem ficou desempregado com os fechamentos. Cerca de 44 milhões de americanos deram entrada nesse tipo de benefício durante a pandemia. Os EUA têm como desafio administrar a crise econômica e tirar ensinamentos da gestão de crise para melhorar o sistema de saúde.

Maior taxa de infecção do país

Nova York teve a maior taxa de infecção do país, quando os Estados Unidos estavam no epicentro da covid-19 e hoje tem uma das taxas de infecção mais baixa. O governo local se posicionou rapidamente para garantir o imunizante e é um dos líderes em vacinação nos EUA.

A receita foi um longo período de isolamento, reabertura em etapas e uma intensa campanha de vacinação. A cidade ficou irreconhecível. Com a vida cultural e universitária paralisada. Com restaurantes e bares fechados. Eventos cancelados e sem turistas. Muita gente trocou os apartamentos apertados de Manhattan pelo trabalho remoto em outros estados ou em cidades menores próximas de Nova York.

Ruas ficaram desertas e muitos restaurantes, bares e lojas fecharam. Alguns fechamentos foram definitivos. O trabalho segue remoto em grande número de empresas, fazendo de Middletown Manhattan, onde estão concentrados escritórios de grandes empresas, uma zona preterida.

A estrada foi longa, mas o movimento nas ruas é visivelmente maior. Máscaras começam a cair em desuso ao ar livre. No entanto, o país segue fechado para o grande fluxo de turismo internacional que fazia de Nova York uma das cidades mais visitadas do mundo. Apesar do otimismo do verão no Hemisfério Norte, do sucesso da campanha de vacinação e da redução dos casos, a pandemia não acabou, variantes circulam e futuros fechamentos são possíveis.

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