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Vacina e medidas de proteção podem conter ômicron e nova onda no Brasil, diz infectologista

8.out.2021 - Enfermeira aplica vacina contra a covid-19 em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul - Evandro Leal/Estadão Conteúdo
8.out.2021 - Enfermeira aplica vacina contra a covid-19 em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul Imagem: Evandro Leal/Estadão Conteúdo

02/12/2021 13h24

Os primeiros casos da variante ômicron foram detectados no Brasil em um momento de estabilidade da pandemia no país e de relaxamento de medidas restritivas em vários estados. A infectologista Melissa Soares Medeiros acredita que com a manutenção de uma vacinação intensa da população, e de medidas de proteção, seja possível conter a variante ômicron e uma terceira onda da covid no Brasil.

Os primeiros casos da variante ômicron foram detectados no Brasil em um momento de estabilidade da pandemia no país e de relaxamento de medidas restritivas em vários estados. A infectologista Melissa Soares Medeiros acredita que com a manutenção de uma vacinação intensa da população, e de medidas de proteção, seja possível conter a variante ômicron e uma terceira onda da covid no Brasil.

Na Europa, países com uma taxa de vacinação superior à brasileira entraram, antes mesmo do aparecimento da ômicron, em uma nova onda grave de contaminações.

A médica Melissa Soares Medeiros, infectologista do Hospital São José das Doenças Infecciosas e do Hospital São Camilo de Fortaleza, no Ceará, diz que o Brasil "tem que olhar para o que está acontecendo lá fora e repensar as atitudes de manter realmente as medidas de controle". Ela pede, por exemplo, que se evite grandes aglomerações e grandes eventos tradicionais de Réveillon neste fim de ano.

Campanha de vacinação

A campanha de vacinação brasileira começou mais tarde do que na Europa e nos Estados Unidos, mas a taxa de vacinação completa no Brasil é de 63%. Quase 8% da população já recebeu uma terceira dose de reforço.

"A gente não teve problemas com a delta e temos esperança que a ômicron não se mostre tão impactante agora porque a gente teve uma vacinação intensa, mas infelizmente tardia, levando à mortalidade de mais de 600 mil pessoas", avalia.

A expectativa da infectologista é que essa campanha de vacinação intensa se mantenha, favorecendo que "a gente não tenha uma possível terceira onda (...), consiga conter uma terceira onda que fosse tão drástica quanto a segunda".

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