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França registra novos casos da ômicron e infecções graves podem explodir em janeiro, diz ministro

Ministro da Saúde da França, Olivier Veran, durante entrevista coletiva em Paris - Reuters
Ministro da Saúde da França, Olivier Veran, durante entrevista coletiva em Paris Imagem: Reuters

Da RFI*

03/12/2021 06h46Atualizada em 03/12/2021 08h23

A França já registra nove casos da variante ômicron, de acordo com um novo balanço divulgado nesta sexta-feira (3). O ministro da Saúde, Olivier Véran, alertou que o principal pico sanitário da onda epidêmica que enfrenta o país, ainda provocado pela variante Delta, pode ser atingido no fim de janeiro, com o aumento de casos graves e impacto nos hospitais.

De acordo com Véran, a campanha de vacinação da terceira dose e o respeito às medidas de proteção podem encurtar a duração da onda epidêmica. Nesta quinta-feira, foram contabilizados 48.416 casos, o que corresponde a uma média diária, em sete dias, de 36.700 infecções — contra 6.000 há cerca de um mês.

O ministro francês alertou que o impacto sanitário é "vísível", e, atualmente, na França, um paciente contaminado pela Covid-19 está sendo hospitalizado na UTI (unidade de terapia intensiva) a cada dez minutos. De acordo com dados da Agência de Saúde Pública do país, atualmente cerca de 1.934 pessoas estão sendo atendidas nos serviços de reanimação do país e mais de 10 mil estão hospitalizadas.

A França também não descarta a adoção de novas medidas diante da gravidade da situação, que o primeiro-ministro francês, Jean Castex, qualificou de "preocupante." O presidente francês, Emmanuel Macron, convocou um Conselho de Defesa e de Segurança Nacional sobre a crise sanitária para a próxima segunda-feira (6), para avaliar a necessidade de novas restrições, apesar da alta taxa de vacinação — mais de 90% da população francesa maior de 12 anos está imunizada.

Monitoramento da ômicron

As autoridades francesas também acompanham com atenção a detecção dos casos da ômicron no país, variante considerada "preocupante" pela OMS e que, em razão do número de mutações, poderia comprometer a eficácia das vacinas.

Os nove pacientes foram diagnosticados na ilha da Reunião e também em várias partes do território francês, incluindo a região parisiense. Todos tinham voltado do continente africano e foram isolados antes mesmo da obtenção do resultado dos teste. A rede de pessoas com quem estiveram em contato também foi estabelecida rapidamente, de acordo com a agência francesa de saúde, Santé Publique France.

Detectada em novembro no Botswana e na África do Sul, a ômicron já está presente em mais de 30 países.

O ministro da Saúde francês também anunciou, nesta sexta-feira (3), em entrevista à rádio francesa France Info, que a campanha de vacinação contra a covid-19 destinada às crianças entre 5 e 11 anos com risco de desenvolver formas graves da doença será lançada na metade de dezembro e provavelmente todas as crianças poderão receber o imunizante no país a partir de janeiro.

A imunização será "progressiva e facultativa". Segundo ele, a taxa de incidência na faixa etária de 6 a 10 anos, que chega a 750 casos positivos por 100.000 habitantes, é resultado da impossibilidade de vacinar os menores. "Há poucos casos graves entre as crianças, mas elas podem transmitir o vírus", lembrou, explicando que imunizar as crianças é uma maneira de proteger os mais frágeis e desacelerar a transmissão.

EUA anunciam plano contra ômicron

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou nesta quinta-feira (2) uma campanha de inverno contra a Covid-19, com novas exigências para os viajantes e reforço na vacinação.

O presidente americano divulgou uma série de ações para frear a propagação da Covid-19 nos próximos meses, com o avanço da ômicron. Até agora foram anunciados dois casos nos Estados Unidos, o segundo deles em um homem de Minnesota sem antecedentes de viagens internacionais recentes, o que indica que a cepa já está circulando no país.

"É um plano que acho que deveria nos unir", disse Biden, falando na sede dos Institutos Nacionais de Saúde, nos arredores de Washington. "Sei que a Covid-19 tem dividido muito. Neste país, tornou-se um tema político, o que é uma triste constatação", acrescentou. As medidas incluem a exigência de que todos os viajantes internacionais, americanos ou estrangeiros, vacinados ou não, que entrem no país se submetam a teste de detecção da Covid-19, um dia antes de embarcar.

Para os viajantes nacionais, Biden vai anunciar a ampliação da obrigação do uso de máscaras nos aviões, trens e outros meios de transporte público até meados de março. A porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, disse a jornalistas que os exames e as exigências de vacinação poderiam se estender eventualmente também aos voos nacionais.

Mas a Casa Branca também enfrenta a resistência de muitos americanos que não se sensibilizam com os pedidos de Biden para se vacinar. Apesar das tentativas cada vez mais criativas para incentivar as pessoas à imunização, cerca de 40% dos americanos ainda não estão completamente imunizados. Cerca de 110 milhões de pessoas que têm direito à dose de reforço ainda não aproveitaram a oportunidade.

Campanha nacional

O governo Biden também quer evitar o fechamento em massa das escolas. "Estamos ampliando nossos esforços para vacinar as crianças a partir dos cinco anos", disse. E aos pais preocupados com as variantes ômicron e delta, pediu: "Façam com que seus filhos se vacinem em um dos 3.500 centros do país".

A Casa Branca também vai promover o uso de kits caseiros de testagem, ao anunciar que o seguro de saúde cobrirá 100% de seu custo. Para os que não têm plano, haverá maior disponibilidade de kits gratuitos. Atualmente, eles são vendidos a US$ 25 dólares. Em alguns países europeus, eles estão disponíveis gratuitamente ou a baixo custo.

*Com informações da AFP

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