Conteúdo publicado há 2 meses

Exército israelense confirma morte de cinco reféns em Gaza

O exército israelense confirmou a morte de cinco reféns na Faixa de Gaza, anunciou nesta sexta-feira (1º) seu porta-voz, Daniel Hagari, especificando que informou as famílias. Familiares dos reféns pedem uma nova trégua.

"Nos últimos dias, o exército e a polícia israelenses informaram as famílias dos reféns Eliyahu Margalit, Maya Goren, Ronen Engel e Arye Zalmanovitz das suas mortes", disse ele durante uma coletiva de imprensa.

"Um comitê de especialistas do Ministério da Saúde, do Instituto de Medicina Forense, do Rabino Chefe e do Ministério de Assuntos Religiosos estabeleceu as mortes com base nas conclusões [de uma investigação] e em informações da inteligência", explicou.

Além disso, "durante uma operação conjunta com o Shin Beth [serviço de segurança interna], com base em informações específicas, trouxemos de volta o corpo do refém Ofir Zarfati para ser enterrado em Israel", acrescentou.

Das cerca de 240 pessoas raptadas em 7 de outubro durante o ataque sem precedentes do Hamas em Israel, e depois levadas para a Faixa de Gaza, 137 ainda estão detidas no território, anunciaram anteriormente as autoridades israelenses.

Em retaliação ao ataque do Hamas, que deixou 1.200 mortos, a maioria civis, segundo as autoridades israelitas, Israel lançou uma campanha de bombardeio massivo em Gaza, seguida de uma operação terrestre.

As operações israelenses deixaram mais de 15 mil mortos, a maioria civis, segundo dados do Hamas, que assumiu o poder em Gaza em 2007.

Os combates e os bombardeios recomeçaram na manhã de sexta-feira na Faixa de Gaza, após uma semana de trégua.

Mortes de outros reféns

O exército israelense disse quarta-feira (29) que estava "verificando a veracidade" do anúncio do Hamas da morte de um bebê de 10 meses, o mais novo dos reféns sequestrados em 7 de outubro, sua mãe e seu irmão de 4 anos, através de um comunicado.

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"A responsabilidade pela segurança de todos os reféns na Faixa de Gaza cabe ao Hamas, o que põe em perigo a vida dos reféns, incluindo nove crianças. O Hamas deve devolvê-los imediatamente", acrescentou o Exército.

As brigadas Ezzedine al-Qassam, braço armado do movimento islâmico, anunciaram quarta-feira (29) num comunicado de imprensa a morte de Shiri, Ariel e Kfir Bibas, "num bombardeio na Faixa de Gaza" pelas forças israelenses.

A morte de uma outra refém, Hanna Katzir, de 76 anos, já havia sido anunciada pela Jihad Islâmica, aliada do Hamas que mantém alguns reféns em Gaza. Mas o anúncio era falso e a idosa deixou o cativeiro em 24 de novembro, primeiro dia da trégua nos combates.

Familiares pedem nova trégua

Na sexta-feira, familiares e amigos de pessoas sequestradas pelo Hamas se reuniram na praça de Tel Aviv que ficou conhecida como "Praça dos Reféns". No local, rolos da Torá representaram cidadãos que permanecem nas mãos de grupos armados em Gaza.

A expiração da trégua foi um duro golpe para eles. "Tivemos a oportunidade de as pessoas saírem, juntarem-se a nós e retomarem as suas vidas anteriores", testemunhou, emocionado, Ilan Zecharya, tio do refém Eden Yerushalmi, de 20 anos.

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"A todos, ao nosso país, pedimos um novo sistema" para a "libertação de todos", implorou.

No dia seguinte de uma visita a Tel Aviv, o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, garantiu que os Estados Unidos, principais aliados de Israel, permaneciam "focados" na libertação dos reféns. A Casa Branca assegurou que Washington "continua a trabalhar" para uma trégua humanitária.

Segundo uma fonte próxima às negociações, as discussões também continuam junto aos mediadores do Catar e do Egito.

Doha instou a comunidade internacional a agir, dizendo que a retomada dos bombardeios "exacerba a catástrofe humanitária" em Gaza. Para o chefe do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), Robert Mardini, a retomada da guerra mergulha o enclave palestino novamente em um "pesadelo".

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