Manifestantes contra tarifa do ônibus encerram protesto pacificamente na av. Paulista

Débora Melo e Marivaldo Carvalho
Do UOL, em São Paulo

Após bloquearem faixas da avenida Faria Lima, da Eusébio Matoso e da marginal Pinheiros, em São Paulo, manifestantes contra a tarifa de ônibus chegaram ao vão do Masp, pacificamente, interditando duas faixas, seguindo o acordo feito com a Polícia Militar. Após as 22h30, havia poucas pessoas ainda presentes na região, e o protesto acabou sem incidentes na av. Paulista.

A PM estimou em 200 pessoas presentes no protesto na região contra um efetivo de pelo menos 350 homens fazendo policiamento. 

"Conseguimos trazer o movimento de forma pacífica, que é o que sempre quisemos. Mas não vamos parar enquanto a passagem não baixar", disse um dos jovens que liderou as negociações, o estudante Bruno Lima. "Sem excesso da polícia, o protesto é pacífico", afirmou, comparando a ação da polícia de quinta-feira com apenas o que aconteceu na avenida Paulista.

Manifestantes chamam o povo para protestar na rua contra aumento da tarifa

O próximo protesto, marcado para as 17h de terça-feira (11) na praça do Ciclista, na avenida Paulista, tem o mesmo mote do de hoje: "Se a tarifa não baixar, São Paulo vai parar".

Negociações no chão

"A PM cumpriu a parte dela e preciso que vocês cumpram a de vocês. Fiquem o quanto quiserem, mas saiam sem confusão", pediu o coronel.

Eles tiveram de negociar para entrar na avenida Paulista e seguir com o protesto. A polícia bloqueou a entrada da pessoas com diversos carros. O coronel chegou a sentar no chão para negociar com os integrantes do protesto. "A opção de negociar parecia a mais pertinente e os resultados se mostraram acertados", defendeu-se o coronel.

Aumento de tarifas de ônibus gera protestos pelo Brasil

 
"Eu tenho policiamento suficiente para impedir a entrada de vocês", disse ele, tentando fazer com quem eles ocupassem apenas uma faixa da avenida antes de os manifestantes entrarem na Paulista.
 
Já os manifestantes queriam ocupar três faixas da paulista, deixando de lado apenas a faixa do ônibus.
 
Acabaram concordando em seguir por duas faixas. Não houve tumulto, mas o protesto foi seguido de perto por muitos policiais.
 
"Se algo fugir do controle, vamos usar a força, porque não vou permitir vandalismo", prometeu, antes de entrarem na avenida Paulista, o coronel. "Ou nós terminaremos a noite de hoje [sexta-feira] nos mesmos termos de ontem."
 
Lima, de 20 anos, estudante da Universidade Federal do ABC e operador de máquina digital, disse que o protesto não está ligado a nenhum movimento específico. Contudo, as palavras de ordem são as mesmas do Passe Livre, que reuniu cerca de 5.000 pessoas, segundo a PM, para sair do largo da Batata.
 
A PM acabou entrando em confronto com os jovens e uma pessoa ficou ferida após responderem com bombas a invasão na marginal Pinheiros.
 
 
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