Topo

"Ele foi amigável e simpático", diz mulher que alugou casa a terrorista

Café Les Béguines, em Bruxelas, na Bélgica, cujo dono era Brahim Abdeslam - Emmanuel Dunand/AFP
Café Les Béguines, em Bruxelas, na Bélgica, cujo dono era Brahim Abdeslam Imagem: Emmanuel Dunand/AFP

Do UOL, em São Paulo

17/11/2015 08h53

A proprietária de um imóvel alugado por Brahim Abdeslam, um dos homens-bomba dos atentados da última sexta-feira (13) em Paris, afirmou que o terrorista foi amigável e estava bem-vestido quando negociou a estadia no local, terça-feira passada (9), na companhia de outros homens.

Em entrevista à emissora francesa Europe 1, a mulher disse que o grupo não parecia suspeito. “Eles foram amigáveis, simpáticos. Pareciam decentes e estavam bem-vestidos. Não usavam barba”, afirmou a dona da casa, que não quis se identificar.

Segundo a mulher, eles se apresentaram como funcionários de uma empresa belga que estavam em uma viagem a negócios na França. Brahim Abdeslam mostrou sua carteira de identidade para alugar o imóvel de 75m² por uma semana, por 100 euros (cerca de R$ 400) a noite. A proprietária disse ter ficado em choque quando descobriu, pela TV, que o locatário era um dos acusados de participação nos ataques na noite de sexta-feira.

A casa usada pelos homens foi vasculhada pela polícia francesa na noite de domingo.

De acordo com as investigações, Brahim Abdeslam, 31, detonou explosivos em um colete num bar no Boulevard Voltaire, na região central da capital francesa. Francês nascido na Bélgica, ele alugou o carro Seat preto encontrado em Montreuil, nos arredores de Paris, com três fuzis AK-47 em seu interior. Em Bruxelas, ele era dono de um café chamado Les Béguines.

Brahim é irmão de Salah Abdeslam, que está foragido. Alvo de um mandado de prisão internacional, Salah alugou um Volkswagen Polo preto, registrado na Bélgica, que foi encontrado estacionado em frente à casa de espetáculos Bataclan, onde 89 pessoas foram assassinadas.

Salah teria sido parado pela polícia francesa logo após os ataques, junto com outros dois homens, próximo à fronteira com a Bélgica, mas todos foram liberados porque seus nomes ainda não constavam da lista de suspeitos.

Os dois irmãos teriam passado recentemente por treinamento jihadista na Síria, país parcialmente ocupado pelo Estado Islâmico.