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Muito do ativismo judicial do STF é de responsabilidade da política, diz Maia

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), durante evento do banco BTG Pactual - AMANDA PEROBELLI/  	REUTERS
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), durante evento do banco BTG Pactual Imagem: AMANDA PEROBELLI/ REUTERS

Aline Bronzati e Francisco Carlos de Assis

São Paulo

12/08/2019 14h16

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que muito do ativismo do Supremo Tribunal Federal (STF) é de responsabilidade da política. "Desde que eu me entendo por deputado, todo conflito político a gente joga no Supremo e induz o Supremo a decidir. Muita da responsabilidade é nossa, que fomos demandando, demandando e chegou uma hora que alguns entenderam que esse ativismo fazia sentido", disse ele, em evento do Santander Brasil, em São Paulo.

Segundo Maia, nos últimos anos, houve uma tentativa de construir um diálogo e o cenário tem melhorado.

"Quando estimula o Supremo, ele acaba decidindo. O excesso do poder do Supremo é responsabilidade da política. Temos de organizar as reformas constitucionais, reduzindo o protagonismo do Supremo, com uma constituição mais enxuta", disse ele.

O combate ao ativismo judicial do Supremo é alvo de um projeto de lei, no qual a relatora é a deputada Chris Tonietto, do PSL, e que será debatido na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados.