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Jamil Chade


ONU precisará de R$ 5,4 bi para socorrer venezuelanos no exterior

Jamil Chade

Jamil Chade é correspondente na Europa há duas décadas e tem seu escritório na sede da ONU em Genebra. Com passagens por mais de 70 países, o jornalista paulistano também faz parte de uma rede de especialistas no combate à corrupção da entidade Transparência Internacional, foi presidente da Associação da Imprensa Estrangeira na Suíça e contribui regularmente com veículos internacionais como BBC, CNN, CCTV, Al Jazeera, France24, La Sexta e outros. Vivendo na Suíça desde o ano 2000, Chade é autor de cinco livros, dois dos quais foram finalistas do Prêmio Jabuti. Entre os prêmios recebidos, o jornalista foi eleito duas vezes como o melhor correspondente brasileiro no exterior pela entidade Comunique-se.

Colunista do UOL

13/11/2019 08h33

Com a previsão de que 6,5 milhões de venezuelanos deixem o país até o final de 2020, a ONU lança um apelo para que doadores financiem um programa de US$ 1,35 bilhão (R$ 5,4 bilhões) para "atender às crescentes necessidades humanitárias dos refugiados e migrantes venezuelanos na América Latina e no Caribe e das comunidades que os recebem".

O volume de dinheiro necessário é duas vezes maior do que se estimou para 2019. Ainda assim, a ONU não conseguiu arrecadar nem metade do que necessitava para este ano.

O anúncio foi feito nesta manhã de quarta-feira, indicando que, hoje, 4,6 milhões de refugiados e migrantes da Venezuela estão espalhados pelo mundo. "Quase 80% estão em países da América Latina e do Caribe - sem perspectiva de retorno a curto e médio prazo", alerta a entidade. "Se as tendências atuais continuarem, 6,5 milhões de venezuelanos poderão estar fora do país até o final de 2020", apontou.

O plano inclui ações em setores como saúde, educação, segurança alimentar, proteção.

"Somente através de uma abordagem coordenada e harmonizada será possível atender efetivamente às necessidades de grande escala, que continuam a aumentar e evoluir à medida que a crise atual se aprofunda", disse Eduardo Stein, Representante Especial da ONU para refugiados e migrantes venezuelanos.

"Apesar de muitos esforços e outras iniciativas, a dimensão do problema é maior do que a capacidade de resposta atual, por isso é necessário que a comunidade internacional duplique esses esforços e contribuições para ajudar os países e organizações internacionais a responder à crise", disse Stein.

"É necessário mais apoio aos governos, com foco nas preocupações com o desenvolvimento, além das necessidades humanitárias imediatas", apelou.

Jamil Chade