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Jamil Chade

Reino Unido inicia imunização com vacina desenvolvida por Oxford

                                 A vacina de Oxford é a principal aposta do governo Jair Bolsonaro para vacinar a população                              -                                 JUSTIN TALLIS/AFP
A vacina de Oxford é a principal aposta do governo Jair Bolsonaro para vacinar a população Imagem: JUSTIN TALLIS/AFP
Jamil Chade

Jamil Chade é correspondente na Europa há duas décadas e tem seu escritório na sede da ONU em Genebra. Com passagens por mais de 70 países, o jornalista paulistano também faz parte de uma rede de especialistas no combate à corrupção da entidade Transparência Internacional, foi presidente da Associação da Imprensa Estrangeira na Suíça e contribui regularmente com veículos internacionais como BBC, CNN, CCTV, Al Jazeera, France24, La Sexta e outros. Vivendo na Suíça desde o ano 2000, Chade é autor de cinco livros, dois dos quais foram finalistas do Prêmio Jabuti. Entre os prêmios recebidos, o jornalista foi eleito duas vezes como o melhor correspondente brasileiro no exterior pela entidade Comunique-se.

Colunista do UOL

04/01/2021 05h40

O Reino Unido deu início nesta segunda-feira (4) à vacinação contra a covid-19 usando o produto desenvolvido pela aliança entre a Universidade de Oxford e a empresa AstraZeneca. O consórcio indicou que espera oferecer um volume importante de doses ao governo britânico nas próximas semanas e que, no total, um acordo prevê 100 milhões de unidades ao Reino Unido.

A vacina de Oxford é a principal aposta do governo brasileiro. Mas, no caso do país, não existe ainda uma data para o início da imunização.

O primeiro beneficiário no Reino Unido foi Brian Pinker, de 82 anos. A vacina é a segunda a ser utilizada pelo Reino Unido que, nos últimos dias, vem registrando um salto no número de casos. No início de dezembro, o país já tinha dado início à vacinação com o produto da Pfizer/BioNTech. Mas Londres vem sendo alvo de críticas por conta do ritmo considerado como lento na distribuição das doses. Em menos de um mês, um milhão de britânicos foram vacinados. Mas a logística e fornecimento dos produtos têm sido um obstáculo.

Nesta segunda-feira, 53 mil doses da vacina da Universidade de Oxford foram colocadas à disposição em seis hospitais em Oxford, Sussex, Lancashire, Warwickshire e Londres.

O Secretário da Saúde do Reino Unido, Matt Hancock, alertou que a vacinação seria "um enorme esforço nacional". "Não se trata de culpa, trata-se de como nós coletivamente, como sociedade, mantemos isto sob controle durante os próximos meses, até que as vacinas possam nos tornar seguros", disse.

Ele, porém, admite que a notícia da mutação do vírus, registrado no final de 2020, torna o controle da doença ainda mais difícil. De fato, Londres foi obrigada a modificar sua estratégia de vacinação diante da mutação. Inicialmente, a meta era de concentrar a distribuição das duas doses em um grupo concentrado de pessoas. Agora, a orientação é a de administrar a primeira dose da vacina ao maior número de pessoas possível.

O governo também se defendeu de críticas, insistindo que 700 locais de vacinação estão em funcionamento no país e que, até o final da semana, esse número ultrapassa a marca de mil centros.

Pinker, ao receber a dose, indicou que sua meta é a de poder passar o aniversário de casamento com sua esposa, em fevereiro. Eles completam 48 anos juntos em 2021.