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Jamil Chade

Missão da OMS inspeciona Sinovac para dar sinal verde para vacina

Laboratório da Sinovac em Pequim -  REUTERS/Thomas Peter
Laboratório da Sinovac em Pequim Imagem: REUTERS/Thomas Peter
Jamil Chade

Jamil Chade é correspondente na Europa há duas décadas e tem seu escritório na sede da ONU em Genebra. Com passagens por mais de 70 países, o jornalista paulistano também faz parte de uma rede de especialistas no combate à corrupção da entidade Transparência Internacional, foi presidente da Associação da Imprensa Estrangeira na Suíça e contribui regularmente com veículos internacionais como BBC, CNN, CCTV, Al Jazeera, France24, La Sexta e outros. Vivendo na Suíça desde o ano 2000, Chade é autor de cinco livros, dois dos quais foram finalistas do Prêmio Jabuti. Entre os prêmios recebidos, o jornalista foi eleito duas vezes como o melhor correspondente brasileiro no exterior pela entidade Comunique-se.

Colunista do UOL

11/01/2021 14h28

Tedros Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, anunciou nesta segunda-feira que uma missão da agência internacional está na China para realizar inspeções na fabricação da vacina contra a covid-19 da Sinovac. A meta é a de acelerar o processo de certificação do produto, dando um eventual sinal verde para o uso global da vacina. A Sinovac é a empresa que desenvolveu a vacina, em cooperação com o Instituto Butantan.

No sábado, a coluna revelou com exclusividade que a Sinovac iria submeter os dados da vacina para a OMS, o que representa o início do processo final para a chancela da agência. A aprovação não significa que a Anvisa seja obrigada a aceitar a recomendação da OMS e, de fato, a agência deixou claro que nada mudaria seu cronograma.

Mas uma chancela da OMS aumenta a pressão política sobre governos que possam estar adiando uma aprovação nacional.

A Indonésia aprova o uso emergencial da vacina desenvolvida pela Sinovac Biotech da China, a mesma que fechou um acordo para a produção de uma vacina com o Instituto Butantan.

Nesta segunda-feira. a Indonésia se transformou no primeiro país fora da China a aprovar o uso da vacina da Sinovac. No caso do país do Sudeste Asiático, a vacina mostrou uma taxa de proteção de 65,3%, abaixo dos dados registrados no Brasil.

No país, porém, a Anvisa ainda pede mais informação por parte do Butantan, o que levou o governador João Doria a protestar neste fim de semana e pedir pressa.