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NA FOLHA: Vírus revela nosso "deep state"; Bolsonaro preside Bolsolavistão

Alexander Lukashenko, presidente da Belarus, e Gurbanguly Berdimuhamedow, presidente do Turcomenistão. O primeiro recomenda sauna e vodca contra o vírus; o segundo proíbe que a imprensa escreva o nome do patógeno. São hoje os dois parceiros que Bolsonaro tem em todo o planeta - Fotos: Getty Images e Divulgação/Turkmenistan Todey
Alexander Lukashenko, presidente da Belarus, e Gurbanguly Berdimuhamedow, presidente do Turcomenistão. O primeiro recomenda sauna e vodca contra o vírus; o segundo proíbe que a imprensa escreva o nome do patógeno. São hoje os dois parceiros que Bolsonaro tem em todo o planeta Imagem: Fotos: Getty Images e Divulgação/Turkmenistan Todey
Reinaldo Azevedo

Reinaldo Azevedo

Reinaldo Azevedo, que publicou aqui o primeiro post no dia 24 de junho de 2006, é colunista da Folha e âncora do programa “O É da Coisa”, na BandNews FM. No UOL, Reinaldo trata principalmente de política; envereda, quando necessário — e frequentemente é necessário —, pela economia e por temas que dizem respeito à cultura e aos costumes. É uma das páginas pessoais mais longevas do país: vai completar 13 anos no dia 24 de junho.

Colunista do UOL

03/04/2020 09h51

Leiam trecho da minha coluna na Folha desta sexta.
*
Nesta
quinta, o presidente Jair Bolsonaro divulgou e pediu que se passasse adiante um vídeo em que uma senhora cobra que os militares saiam às ruas para pôr fim à quarentena. O público-alvo da exortação golpista --a de Bolsonaro-- não são os brasileiros, mas os quartéis. Prega no vazio. Adequadas às suas particularidades, as Forças Armadas também aplicam medidas de isolamento social.

O presidente comete mais um crime de responsabilidade. Até a minha coluna passada, contavam-se 10. Agora, 12. Responderá por eles no tempo possível. À maneira cabocla, o coronavírus revelou a existência de um 'deep state' no Brasil. Pela Saúde, fala o ministro Luiz Henrique Mandetta. Pelo ordenamento geral, o general Braga Netto, da Casa Civil.
(...)
Bolsonaro não está só. O ditador Alexander Lukashenko, que governa Belarus desde 1994, defende que se combata o vírus com sauna e vodca. Gurbanguly Berdimuhamedow --não tente decorar--, que tiraniza o Turcomenistão desde 2007, proibiu a imprensa e os indivíduos de escrever ou pronunciar "coronavírus". Jornalistas devem ainda evitar o vocábulo "problema". Uma imprensa sem viés ideológico.
(...)
Íntegra aqui

Reinaldo Azevedo