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Uma iniciativa do UOL para checagem e esclarecimento de fatos

Não é verdade que só votos em papel podem ser anulados

Arte/UOL
Imagem: Arte/UOL

Do UOL, em São Paulo

10/10/2018 19h48

É falsa a informação que circula em correntes de WhatsApp de que os 7,2 milhões de votos nulos contabilizados na eleição presidencial do último domingo (7) são resultado de mau funcionamento ou fraude nas urnas eletrônicas. Parte do texto enganoso é falsamente atribuída ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A corrente ainda afirma que a anulação só é possível em votos em papel, o que também não é verdade.

Os votos foram anulados pelos próprios eleitores, que digitaram um número inexistente para o cargo. Se o cidadão colocar o número “99” ou “00” no momento de votar para presidente ou o número de um partido que não está disputando aquele cargo, o voto é anulado.

Como o projeto Comprova mostrou nesta terça-feira (9), eleitores que tentaram demonstrar que o voto em Jair Bolsonaro (PSL) resultava em anulação estavam votando, na verdade, para governador. Se tivessem apertado o botão "Confirma", teriam anulado o voto.

Outra informação errada no texto que tem circulado é que Bolsonaro poderia ter sido eleito já no primeiro turno se tivesse recebido 2 milhões de votos a mais.

Para que isso acontecesse, ele deveria ter conquistado 50% dos votos válidos mais um voto. Como foram contabilizados 107.050.673 de votos válidos, uma vitória no primeiro turno seria atingida com 53.525.337 votos. O deputado teve 49.276.990 de votos, equivalente a 46,03% dos votos válidos, ou seja 4.248.346 a menos que o necessário para obter o cargo de presidente.

O conteúdo enganoso circulou pelo Facebook, em páginas como “Revista FisioBrasil”, e foi recebido no WhatsApp do Comprova. O “Boatos.org” também realizou uma checagem sobre o assunto.

Agora o material foi verificado pelo “Estadão”, além do UOL, do “SBT”, do “Poder360” e de “O Povo”, todos integrantes do projeto Comprova.

O UOL Confere é uma iniciativa do UOL para combater e esclarecer as notícias falsas na internet. Se você desconfia de uma notícia ou mensagem que recebeu, envie para uolconfere@uol.com.br.

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