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Uma iniciativa do UOL para checagem e esclarecimento de fatos

Digitar senha ao contrário durante sequestro-relâmpago aciona a polícia?

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Imagem: Arte/UOL

Leandro Prazeres

Do UOL, em Brasília

26/07/2017 04h00

O medo de se tornar uma vítima dos chamados sequestros-relâmpagos parece atingir moradores de cidades brasileiras de todos os portes. Essa modalidade de crime consiste em ser sequestrado temporariamente por criminosos que, em geral, levam suas vítimas a caixas eletrônicos para efetuarem saques em dinheiro.

Em meio a esse receio, brasileiros estão usando redes sociais como o Facebook e o WhatsApp para compartilhar uma mensagem que indica um método para acionar a polícia sem que os bandidos possam identificar.

A mensagem, popularizada em correntes de e-mail em 2011, voltou com força em grupos de WhatsApp e diz que basta digitar a sua senha numérica invertida no caixa eletrônico para que a polícia seja acionada. O truque parece engenhoso, mas não é verdade.

O que diz a mensagem exatamente? 

Segundo o texto, atribuído a uma “juíza federal de mediação arbitral” da Anajus (Associação Nacional de Analistas Judiciários e do MPU) e à Polícia Federal, para acionar as autoridades sem que os bandidos percebam, bastaria a vítima digitar sua senha de forma invertida quando fosse realizar o saque. 

De acordo com a mensagem, se sua senha for 1-2-3-4-5-6, seria necessário digitar 6-5-4-3-2-1 para que o caixa eletrônico liberasse o valor solicitado e, secretamente, acionasse a polícia.

O que a mensagem compartilhada classifica como “mecanismo de emergência”, no entanto, simplesmente não funciona

Febraban diz se tratar de "lenda urbana"

A Febraban (Federação Brasileira dos Bancos), organização que reúne os principais bancos do país, diz que a mensagem sobre esse suposto truque não tem a menor procedência.

“A Febraban esclarece que é improcedente e falsa a lenda urbana divulgada [...] segundo a qual a digitação invertida da senha do cliente no terminal de autoatendimento envia mensagem à polícia”, diz a entidade.

A Polícia Federal, por sua vez, disse que não se posiciona a respeito de notícias que circulam em redes sociais e que todas as informações que sejam de interesse público são disponibilizadas no seu site oficial: www.pf.gov.br

A Anajus também, por meio de nota, afirmou que não tem relação alguma com essa mensagem.

O que fazer em caso de sequestro-relâmpago?

Já que o suposto “mecanismo de emergência” não funciona, o que fazer em caso de sequestro-relâmpago?

Órgãos de segurança pública dão dicas sobre como proceder caso você se torne uma vítima de um crime como esse:

  • Não reaja em nenhuma circunstância
  • Procure obedecer a todas as exigências do(s) criminoso(s)
  • Tente observar características físicas, cicatrizes e marcas do(s) criminoso(s)
  • Procure o auxílio da polícia assim que for liberado (a).

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