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Grande Florianópolis registra onda de atentados à polícia durante a madrugada

Léo Pereira

Do UOL, em Florianópolis

13/11/2012 08h36

Cinco atentados contra a segurança pública do Estado marcaram a noite de ontem e a madrugada desta terça-feira (13) na Grande Florianópolis (SC). Apesar do susto, não houve feridos em nenhum dos casos. 

Um dos ataques, que causou pânico entre os moradores da região, ocorreu no final da noite de ontem, quando um ônibus foi incendiado na SC-401, rodovia de acesso ao norte da ilha. Testemunhas contaram que três jovens subiram no coletivo, próximo ao terminal do bairro de Canavieiras, mandaram os passageiros desembarcar e atearam fogo no veículo, que ficou destruído. Os criminosos teriam dito a quem estava no ônibus que o ato foi uma vingança por companheiros mortos pela polícia.

Outro ônibus foi incendiado na Ponta do Lami, também no norte de Florianópolis. Desde às 4h, a Polícia Militar escolta veículos do transporte coletivo e reforça o efetivo em pontos considerados mais críticos.

Ainda na madrugada, um carro particular de um policial militar, que mora em Canasvieiras, foi incendiado, próximo ao local onde aconteceram os dois ataques a ônibus. O veículo estava estacionado em um condomínio perto da Academia da Polícia Civil.

Ontem, um carro de polícia que estava estacionado em frente a uma delegacia do bairro do Saco dos Limões também foi atacado. O fogo teria sido colocado no veículo por pessoas que jogaram pano com álcool de dentro de um carro, que passou em alta velocidade pelo local. 

Em Palhoça, na Grande Florianópolis, uma base da PM foi alvo de tiros. Oito disparos atingiram o posto, onde um policial estava de plantão. Cápsulas foram encontradas em uma rua próxima da unidade. 

A onda de atentados foi confirmada pela Polícia Militar, que, no entanto, não confirmou se a violência seria uma retaliação. Segundo a corporação, foi a primeira vez que se registraram atentados a ônibus deste tipo na região.

Um adolescente de 16 anos chegou a ser detido como suspeito de um dos incêndios a ônibus no norte da ilha, mas foi libertado. Segundo a polícia, a arma que estava com o jovem não correspondia à citada por testemunhas. As buscas aos criminosos continuam.

Cotidiano