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Cotidiano

Polícia do Rio investiga mais um estupro e dez roubos ocorridos em vans

Carolina Farias

Do UOL no Rio

02/04/2013 13h48

A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga se o trio que assaltou um casal de turistas estrangeiros em uma van e estuprou a jovem no trajeto entre Copacabana, na zona sul, e São Gonçalo, na região metropolitana, fez ao menos mais uma vítima de violência sexual nas mesmas circunstâncias. Outros dez casos de roubo, registrados em várias delegacias da região metropolitana, também podem ter sido cometidos pelo trio.

O caso de violência sexual que pode ter sido cometido pelo trio ocorreu durante o Carnaval. A vítima não registrou ocorrência do caso, mas policiais que a atenderam relataram à Deat (Delegacia de Atendimento ao Turismo) que o modo como os criminosos agiram é igual ao caso dos turistas estrangeiros e ao de uma turista brasileira que também reconheceu os suspeitos.

Como identificar vans irregulares

Carros em condições precárias, como pneus carecas, peças remendadas, podem significar que esse veículo não foi vistoriado. Vans com portas abertas, excesso de passageiro, também significam irregularidades. É fundamental também que o usuário perceba ou exija que o motorista ou seu auxiliar apresente seu cartão de identificação.

As delegacias que registraram os roubos estão em contato com a Deat para obterem informações e as fotos dos suspeitos, em posse das quais vão contatar as vítimas para fazer o reconhecimento.

"Vamos nos debruçar sobre esses casos passados e ver se há conexão com esse", disse o delegado Alexandre Braga, titular da Deat. Ele considera o caso dos estrangeiros resolvido. Os três suspeitos vão responder por estupro, corrupção de menores - havia um adolescente com eles, que recolheu os pertences dos passageiros que desceram da van - e roubo, com três qualificadores pena: uso de arma, concurso de pessoas, já que eram três, e privação da liberdade da vítima por relevante período de tempo. Eles podem pegar até 29 anos de prisão --15 por roubo, quatro por corrupção de menores e dez por estupro.

O casal de turistas ia para a Lapa, zona turística no centro do Rio, mas foi obrigado a seguir com os criminosos em uma van para São Gonçalo. Eles foram forçados a fazer saques em caixas eletrônicos e compras em postos de gasolina em Niterói e São Gonçalo onde, mais tarde, os homens foram presos. A mulher foi violentada por três homens, segundo depoimento prestado na delegacia.

Veja o trajeto feito pela van no dia em que a turista foi estuprada

  • Arte UOL

Violência

A turista estrangeira violentada em uma van na madrugada do último sábado (30) em um trajeto entre Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, e São Gonçalo, na região metropolitana, foi agredida por um dos homens que a atacou. Segundo a polícia, ela sofreu duas fraturas no nariz. O namorado da vítima sofreu agressões no rosto e, apesar de ter ficado com a face totalmente machucada, não teve nenhuma fratura.

Jonathan Foudakis de Souza, 20, Wallace Aparecido Souza Silva, 22, e Carlos Armando Costa dos Santos, 21, são acusados de manter como reféns a turista e seu namorado. De acordo com informações da Polícia Civil, os suspeitos também abusaram sexualmente da turista no trajeto, enquanto o namorado foi espancado.

O grupo que estuprou a turista é acusado de roubar pelo menos mais cinco pessoas, em outros dias. As vítimas denunciaram os casos na segunda-feira (1º) na Deat, onde fizeram o reconhecimento de dois dos acusados. O terceiro preso já foi reconhecido pelo namorado da jovem estuprada.

Até agora o grupo é acusado de estuprar duas mulheres (uma brasileira, no dia 23, e a estrangeira, no dia 30) e roubar oito pessoas (as duas mulheres estupradas, o namorado da estrangeira e as cinco pessoas que foram nesta segunda à Deat). A brasileira estuprada já havia denunciado o caso à Delegacia de Atendimento à Mulher de Niterói (Região Metropolitana do Rio), mas a investigação seguia lentamente. Devido à demora, a titular da Deam, Marta Dominguez, foi exonerada do cargo pela chefe da Polícia do Rio, Martha Rocha. A perita Martha Pereira, diretora do Posto Regional de Polícia Técnico-Científica de São Gonçalo, na mesma região, também foi exonerada, pela demora em atender a vítima do estupro.

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