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Delegada é exonerada após caso de turista estuprada em van no Rio

Van utilizada pelos acusados de sequestrarem um casal de turistas na zona sul do Rio de Janeiro no último sábado (30) - Reprodução/Band
Van utilizada pelos acusados de sequestrarem um casal de turistas na zona sul do Rio de Janeiro no último sábado (30) Imagem: Reprodução/Band

Do UOL, no Rio

01/04/2013 19h06

A chefe de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Martha Rocha, exonerou na segunda-feira (1º) a então titular da Deam (Delegacia de Atendimento à Mulher) de Niterói (RJ), Marta Dominguez, após constatar que houve falha na investigação sobre o caso de uma jovem que denunciou ter sido estuprada, no dia 23 de março, por Jonathan Foudakis de Souza, 20, e Wallace Aparecido Souza Silva, 22, dentro de uma van. Os dois são suspeitos de sequestrar, estuprar e agredir uma turista norte-americana nas mesmas circunstâncias. O crime contra a estrangeira ocorreu na madrugada de sábado (30).

Segundo a Polícia Civil, Martha Rocha fez questão de ouvir pessoalmente a versão da delegada, mas entendeu que, na ocasião, "não foram adotadas as medidas necessárias" para elucidar o caso. Além de Dominguez, também foi exonerada a diretora do posto regional de Polícia Técnico Científica de São Gonçalo --cidade vizinha a Niterói, na região metropolitana do Rio--, a perita Martha Pereira, "uma vez que ficou constatada a demora no atendimento à vítima".

Polícia busca terceiro acusado de roubar e estuprar turista

Nesta segunda-feira (1º), a vítima compareceu ao prédio da chefia de Polícia Civil e recebeu um pedido de desculpas durante conversa com a própria Martha Rocha. A chefe da instituição afirmou lamentar "que a gestão dos dois órgãos envolvidos estivessem sob a responsabilidade de mulheres, justamente as que deveriam ser mais sensíveis em episódios como este".

Além dos atos administrativos, Martha Rocha determinou que a Coinpol (Corregedoria Interna da Polícia Civil do Rio) analise os procedimentos realizados pela equipe da Deam de Niterói.

Estrangeira é violentada

A turista estrangeira violentada em uma van na madrugada do último sábado (30) em um trajeto entre Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, e São Gonçalo, na região metropolitana, foi agredida por um dos homens que a atacou. Segundo a polícia, ela sofreu duas fraturas no nariz. O namorado da vítima, também estrangeiro, sofreu agressões no rosto e, apesar de ter ficado com a face totalmente machucada, não teve nenhuma fratura.

Jonathan Foudakis de Souza, 20, e Wallace Aparecido Souza Silva, 22, são acusados de manter como reféns a turista e seu namorado. Eles foram forçados a fazer saques em caixas eletrônicos e compras em postos de gasolina em Niterói e São Gonçalo onde, mais tarde, os homens foram presos. De acordo com informações da Polícia Civil, os suspeitos também abusaram sexualmente da turista no trajeto, enquanto o namorado foi espancado.

Como identificar vans irregulares

Carros em condições precárias, como pneus carecas, peças remendadas, podem significar que esse veículo não foi vistoriado. Vans com portas abertas, excesso de passageiro, também significam irregularidades. É fundamental também que o usuário perceba ou exija que o motorista ou seu auxiliar apresente seu cartão de identificação.

De acordo com a polícia, os suspeitos mantiveram o rapaz também como refém porque só ele possuía cartão de crédito no momento. Após utilizarem todo o limite do cartão, os dois teriam ameaçado matar o rapaz e, por isso, a namorada se ofereceu para pegar o dela em casa. Com isso, eles voltaram para Copacabana e mantiveram o rapaz refém enquanto ela pegava a carteira. Segundo a polícia, os suspeitos ficaram dando voltas no quarteirão junto com o namorado enquanto esperavam.

A polícia investiga se ao menos mais três outros roubos foram praticados pelo trio. Na tarde desta segunda-feira (1º), um rapaz vítima de roubo reconheceu a dupla. Segundo a polícia, a diferença é que neste caso eles agiram com ao menos uma arma de fogo. Na abordagem ao casal de estrangeiros, foi usada apenas uma barra de ferro.

Veja o trajeto feito pela van no dia em que a turista foi estuprada

  • Arte UOL

Há suspeita de que o golpe seja praticado há cerca de um ano, de acordo com outras ocorrências com o mesmo tipo de ação que serão investigadas pela Deat. Com o luminoso do veículo escrito Lapa, os suspeitos pegariam passageiros ao longo da avenida Nossa Senhora de Copacabana e, ao chegarem ao Aterro do Flamengo, anunciavam o assalto.

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