São Sebastião acusa Petrobras de "omissão" em caso de vazamento de óleo

Débora Melo

Do UOL, em São Paulo

O secretário de Meio Ambiente de São Sebastião (191 km de SP), Eduardo Hipólito, criticou nesta segunda-feira (8) o modo como a Petrobras/Transpetro está tratando o vazamento de óleo de um píer do terminal marítimo Almirante Barroso (Tebar), na última sexta-feira (5).

O óleo atingiu nove praias de São Sebastião (Centro, Porto Grande, Deserta, Pontal da Cruz, Arrastão, Portal da Olaria, São Francisco, Cigarras e Enseada) e três de Caraguatatuba (Capricórnio, Massanguaçu e Cocanha), no litoral norte de São Paulo, que estão impróprias para banho.

"Desde o início o que há é uma total omissão de informações por parte da Transpetro. A companhia não nos informou do acidente, ficamos sabendo por pescadores, e ainda não informou a quantidade de óleo vazado", disse ao UOL.

LOCAL DO VAZAMENTO

  • Arte/UOL

"A limpeza que fizeram foi superficial. Eles têm equipamentos modernos caríssimos que sequer foram usados", completou.

A Transpetro informou, no final da manhã de hoje, que concluiu a limpeza das praias e que "equipes de contingência" continuam em Caraguatatuba e nas praias de Cigarras e Ponta do Arpoador, em São Sebastião, "para monitorar e dispersar eventuais resíduos trazidos pela maré".

O secretário Hipólito, porém, afirma que a ação não é suficiente, já que o vazamento não atingiu apenas as praias.

"O dano ambiental é muito grande. Além das praias, vários outros ecossistemas foram atingidos, como costões e mangues, onde há muita vida marinha", disse.

"Já fizemos autuações com base na lei ambiental municipal, que nos dá essa possibilidade legal, mas o valor dessas multas não vai cobrir os danos ambientais e patrimoniais já constatados. Por isso estamos montando uma equipe técnica para medir os danos e não está descartado um pedido de indenização na Justiça", afirmou Hipólito.

A Petrobras/Transpetro ainda não se pronunciou sobre as declarações do secretário.

A Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) informou que já solicitou um relatório sobre as causas e as proporções do acidente à Petrobras/Transpetro para definir que sanções aplicar --advertência ou multa.

De acordo com a companhia, o vazamento ocorreu durante uma operação de abastecimento de um navio no píer. "O problema ocorreu numa válvula em uma tubulação, que apresentou defeito. O óleo vazado, de consistência densa, em volume ainda não estimado, é conhecido como marine fuel 380, utilizado como combustível em navios", diz a nota da Cetesb.

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