PUBLICIDADE
Topo

Cotidiano

Grupo saqueia e depreda lojas na região central de SP; ao menos 56 são detidos

Vândalos invadem loja do McDonald"s e provocam destruição durante protesto no centro de São Paulo - Gabriela Biló/Futura Press
Vândalos invadem loja do McDonald's e provocam destruição durante protesto no centro de São Paulo Imagem: Gabriela Biló/Futura Press

Guilherme Balza e Janaina Garcia

Do UOL, em São Paulo

18/06/2013 20h59Atualizada em 19/06/2013 03h17

Um grupo de manifestantes saqueou estabelecimentos comerciais na região central de São Paulo na noite desta terça-feira (18) durante o sexto ato contra o aumento da tarifa de ônibus na capital paulista. Ao menos 56 pessoas foram detidas, segundo a Polícia Militar. 

Ao menos três dos detidos eram moradores de rua, conforme informou uma equipe da PM que trabalhava na região no momento dos saques. As pessoas foram pegas com microondas, televisores, brinquedos, bicicletas, roupas e dois coletes à prova de balas. 

Os manifestantes invadiram e depredaram duas agências do Itaú e outra da Caixa Econômica e chegaram a levar com eles teclados e computadores. A invasão também aconteceu nas lojas Marisa, Americanas, Pernambucanas e Claro. A reportagem do UOL presenciou pessoas com eletrodomésticos, videogames e até televisores de LED. É a primeira vez que saques são registrados na onda de protestos pela redução das tarifas de transporte coletivo em São Paulo. Antes desta terça, houve outros cinco dias de protestos.

Praticamente todas as lojas da rua Direita, na região da Sé, foram saqueadas pelos vândalos, que mais cedo tentaram invadir o prédio da Prefeitura de São Paulo. Pessoas que passavam pelo local também aproveitaram para se beneficiar dos saques. O centro de São Paulo se transformou em um cenário de destruição.

Um número reduzido de policiais iniciou a ação contra os participantes, mas, por volta das 21h10, a Tropa de Choque chegou para reforçar a segurança e usou bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo, mas não impediu que os vândalos continuassem a agir.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública informou que os "poucos episódios de depredação registrados nas manifestações são fatos isolados, provocados por uma pequena minoria" e garantiu que "os responsáveis estão sendo monitorados e serão investigados".

A pedido da prefeitura, a PM, segundo a SSP, havia posicionado uma equipe da Força Tática no interior do prédio, mas avaliou que intervir em meio à multidão poderia prejudicar parte da maioria pacífica de manifestantes.

Paralelamente ao ato de vandalismo de um grupo, um outro participava de passeata pacífica na avenida Paulista, que ocupava desde a rua da Consolação até a Brigadeiro Luis Antonio.

Houve confronto entre manifestantes, no entanto, na região da rua Augusta --onde a Tropa de Choque da PM fez uso de bombas de gás lacrimogêneo.

Resumo dos protestos dia-a-dia

Cotidiano