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Manifestante diz ter sido hostilizada por usar camisa vermelha durante ato em SP

Manifestante rasga bandeira do PT durante protesto nos dois sentidos da avenida Paulista - Léo Pinheiro/Futura Press
Manifestante rasga bandeira do PT durante protesto nos dois sentidos da avenida Paulista Imagem: Léo Pinheiro/Futura Press

Débora Melo e Guilherme Balza

Do UOL, em São Paulo

20/06/2013 18h27Atualizada em 20/06/2013 22h53

Uma manifestante disse ter sido hostilizada por usar uma camiseta vermelha durante o sétimo ato contra o transporte coletivo realizado na noite desta quinta-feira (20), na avenida Paulista e na avenida 23 de Maio, na região central de São Paulo.

"Usar uma camisa vermelha é um direito meu como cidadã. Isso é antidemocrático? Isso é um absurdo", afirmou Fátima Sandalhel, ligada ao movimento Consulta Popular, após ter sido confundida com militantes do PT. Ela disse que não faz parte do partido, mas defende a presença de militantes dos mais diversos partidos no ato.

A avenida Paulista, conforme relatou o repórter Guilherme Balza, foi claramente divida em dois movimentos. A pista no sentido Paraíso é tomada por manifestantes a partidários, que carregam bandeiras do Brasil e cartazes a favor do passe livre e com reivindicações nas áreas da saúde e da educação e contra a PEC-37.

PT é hostilizado em SP

Já a pista no sentido Consolação é majoritariamente ocupada por militantes dos mais variados partidos, entre eles PT, PSOL, PSTU, PCR e PCO, além de sindicados como a CUT e a UNE.

A divisão é marcada por momentos de tensão e hostilidade mútua. Enquanto os apartidários gritavam "oportunistas", os militantes pediam pelo fim da "censura" e da "ditadura".

O auge da tensão ocorreu quando duas pessoas se confrontaram fisicamente, mas logo foram separadas pelos demais manifestantes.  A pequena confusão gerou corre-corre. Por volta das 19h, na altura do número 1.000 da avenida Paulista, os participantes formaram um cordão humano para tentar impedir que os partidários seguissem na passeata. 

O MPL (Movimento Passe Livre) condenou o clima de hostilidade entre manifestantes e militantes de partidos, principalmente do PT, que deixou ao menos um homem ferido. "O MTL é um movimento apartidário, não anti-partidário. Existem grupos dentro da manifestação, que não sabemos de onde vêm, mas que são claramente dispostos à confusão", declarou Mariana Toledo, 27, integrante do grupo, que organiza os atos na capital paulista.

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