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Manifestantes se reúnem com presidentes da Câmara e do Senado

Presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), recebe lideranças das manifestações para ouvir demandas   - José Cruz/ABr
Presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), recebe lideranças das manifestações para ouvir demandas Imagem: José Cruz/ABr

Aiuri Rebello

Do UOL, em Brasília

26/06/2013 19h25Atualizada em 26/06/2013 20h56

Após se reunirem com o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), manifestantes foram recebidos no início da noite pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Os manifestantes assistiram, nas galerias do Senado, à aprovação do projeto de lei que torna corrupção crime hediondo.

Segundo Georgiana Kalimeri, da Marcha do Vinagre, o grupo não representa todos os manifestantes, mas está "tentando organizar uma representatividade para ser trazido para cá (Congresso)".

Eles deixaram o Senado sem apresentar reivindicações, mas marcaram uma nova reunião com o chefe de gabinete de Renan para amanhã às 18h. Até lá, devem estudar uma pauta unificada de reivindicações.

Na Câmara, os manifestantes apresentaram duas pautas de reivindicações e saíram com uma promessa do presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), de trabalhar para "enterrar" o projeto conhecido como "cura gay"

O projeto foi aprovado na semana passada pela Comissão de Direitos Humanos, presidida pelo deputado Marco Feliciano (PSC-SP). O projeto precisa passar ainda pelas comissões de Seguridade Social e Constituição e Justiça.

Os principais movimentos que foram ao Congresso são Movimento Juntos Brasil, Marcha do Vinagre, Ocupa Brasília, Triângulo Rosa e Assembleia Nacional dos Estudantes.

A manifestação de hoje na cidade ocorre num momento em que a presidente Dilma, o Congresso e a Justiça adotam uma agenda 'positiva' após manifestações que entre outras pautas pedem o combate à corrupção se espalharam pelo país.

Segundo a Polícia Militar, às 17h, havia 2.000 manifestantes.

Mapa dos protestos

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Uma das pautas, de movimentos não identificados, tem os seguintes itens:

• Arquivamento imediato do PLS 728/11, que tipifica manifestações como atos terroristas durante a Copa das Confederações e Copa do Mundo;

• Aprovação de projeto de lei que transforma corrupção em crime hediondo;

• Fim do voto secreto parlamentar (PEC 349/01). Essa PEC foi aprovada apenas pelos deputados em primeiro turno;

• Mais investimento em saúde, educação e segurança;

• CPI para investigar os gastos da Copa;

• Em favor do Estado laico efetivo e contra o Estatuto do Nascituro, a PEC 99/11 (igrejas podem propor ação de inconstitucionalidade) e o PDC 234/11 (que se refere ao tratamento da homossexualidade);

• Fim do foro privilegiado para autoridades;

• Melhorias imediatas no transporte público;

• Pelo voto facultativo; e

• Reforma política com participação popular.

Já os grupos Companhia Revolucionária Triângulo Rosa, Juntos, Movimento Honestinas, Anel, Domínio Público, Rompendo Amarras, que atuam na defesa dos direitos humanos, pelo Estado laico, a cidadania plena para LGBTs, mulheres, negros e indígenas, estão pedindo:

• O arquivamento do projeto do tratamento da homossexualidade (PDC 234/11); e

• A destituição do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, “por entender que a representação dos direitos humanos não deve ser realizada por um deputado que através de sua atuação pública fere os direitos humanos”.

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(Com Agência Câmara)

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