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Polícia confirma 10ª morte em Belém após assassinato de PM

Aliny Gama

Do UOL, em Maceió

06/11/2014 17h19

Subiu para dez o número de mortos vítimas de ataques ocorridos entre a noite de terça-feira (4) e a madrugada de quarta-feira (5) em Belém, após o assassinato do cabo da PM (Polícia Militar) Antônio Marcos da Silva Figueiredo, 43, registrado na noite de terça, no bairro Guamá.

Segundo a Polícia Civil, Allesson Carvalho, 37, que foi atingindo por cinco tiros disparados por dois homens em uma moto, no bairro Terra Firme, na noite de terça-feira, morreu no Hospital Metropolitano, em Ananindeua.

Carvalho era deficiente mental e saiu para rua mesmo com o “toque de recolher” dado após o assassinato do cabo da Rotam (Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas) em redes sociais e mensagens de celular.

Na manhã desta quinta-feira, o corpo do policial foi enterrado no cemitério Parque das Palmeiras, na cidade de Marituba (região metropolitana de Belém).

Diligências

Logo após a morte do policial, equipes da PM iniciaram diligências na região do Guamá em busca dos suspeitos do assassinato.

Em entrevista ao "Jornal da Band", o sargento da PM Rossikley Silva disse que a polícia tinha suspeitos.

"Estamos indo pra lá no intuito de fazer o levantamento e poder ir atrás desses elementos que vitimaram nosso companheiro. Isso não vai ficar assim. Vamos dar uma resposta", afirmou.

"Matar o que matou não mata porque eles já estão longe. Estão pegando quem tá na rua e matando inocentes", disse o morador do Guamá, André da Silva Ribeiro, em entrevista ao "Jornal da Band".

Investigações

A polícia apura se as nove mortes estão ligadas ao assassinato do PM Figueiredo. O secretario de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, Luiz Fernandes Rocha, afirmou que pelo menos seis assassinatos, dos nove registrados após a morte do policial, têm com características semelhares a execuções.

"O que aconteceu não foi um crime comum, foi uma afronta ao Estado democrático de direito", disse o secretário.

A secretaria informou que um grupo formado por oito delegados – incluindo policiais da Divisão de Homicídios, investigadores e escrivães– é responsável pela investigação dos dez assassinatos ocorridos em Belém.

O caso também está sendo acompanhado pela Corregedoria da PM. Segundo o coronel Vicente Braga, "até agora não há nenhum dado concreto da participação de PMs nos assassinatos".

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