Polícia Civil faz buscas na sede da Samarco

Carlos Eduardo Cherem

Colaboração do UOL, em Belo Horizonte

  • Carlos Eduardo Cherem/UOL

    Policias civis cumprem mandados de busca e apreensão na sede da Samarco, em BH

    Policias civis cumprem mandados de busca e apreensão na sede da Samarco, em BH

A Polícia Civil de Minas Gerais cumpriu mandados de busca e apreensão de documentos na sede da mineradora Samarco no bairro Savassi, área nobre de Belo Horizonte, na manhã desta sexta-feira (5). As buscas também ocorreram nos escritórios da mineradora em Mariana.

A operação foi comandada pelo delegado regional de Ouro Preto, Rodrigo Bustamante, responsável  pelas investigações do rompimento da barragem de Fundão, que aconteceu há exatos três meses e deixou 17 mortos e dois desaparecidos.

Em Belo Horizonte, cerca de 20 agentes participaram da operação na sede da Samarco, mineradora que pertence à Vale a à anglo-australiana BHP Billiton.

A ação durou cerca de quatro horas e terminou por volta do meio-dia. Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Civil, não foi necessário levar nada. Foram feitos back-up de informações de computadores e cópias digitais de documentos.

Os policias saíram do prédio sem falar com a imprensa e o motivo da operação não foi explicado. Uma entrevista coletiva foi marcada para a tarde de hoje.

Em nota, a Samarco "reiterou que está colaborando com a diligência policial assim como vem fazendo desde o início das investigações das causas do acidente com a barragem de Fundão".

Além do limite

Na terça-feira (3), reportagem do jornal "O Estado de S. Paulo" informou que a Samarco ampliou acima do limite anual a barragem do Fundão.

É o que apontou o despacho de indiciamento sob a acusação de crime ambiental da mineradora e de executivos da empresa feito pela Polícia Federal (PF) em 13 de janeiro.

O documento mostra ainda que a leitura de equipamentos que medem o nível de água da represa estava com atraso de dez dias.

Prejuízo de R$ 1,2 bilhão

Ontem, foi divulgado um levantamento feito pela força-tarefa do governo de Minas Gerais para avaliar "os efeitos e os desdobramentos tragédia".

O documento diz que a tragédia causou um prejuízo inicial de R$ 1,2 bilhão, atingindo 35 municípios do Estado e uma população estimada em 320 mil pessoas.

Relatórios técnicos apontam risco de desabamento iminente

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