Igrejas na Paraíba são pichadas com alusões a padres acusados de pedofilia

Colaboração para o UOL, em João Pessoa

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    Igrejas de João Pessoa tiveram suas paredes pichadas com frases que acusam ou insinuam crime de pedofilia de padres católicos

    Igrejas de João Pessoa tiveram suas paredes pichadas com frases que acusam ou insinuam crime de pedofilia de padres católicos

Três igrejas católicas de João Pessoa foram pichadas no domingo (16) com dizeres que aludem a casos de pedofilia que teriam envolvimento de padres.

As pessoas se confrontaram com as pichações no momento em que chegavam para assistir à missa dominical. Em algumas delas, havia frases com nomes de religiosos e frases de baixo calão. 

As pichações surgem como mais um capítulo na polêmica envolvendo a Igreja Católica da Paraíba, cujo o arcebispo dom Aldo Pagotto renunciou ao cargo após uma série de denúncias envolvendo seu nome. Na época da renúncia, o arcebispo publicou uma carta alegando problemas de saúde para deixar o cargo de arcebispo.

Nesta segunda-feira (17), a Arquidiocese da Paraíba lamentou as pichações nas igrejas e afirmou que "condena todo e qualquer tipo de vandalismo". Em nota, a Arquidiocese destacou que "esse tipo de ação só serve para danificar o patrimônio público e privado e que não tem como garantir segurança 24 horas em todas as igrejas".

A Igreja pediu ajuda às autoridades da Segurança Pública para encontrar e punir os responsáveis "por esses atos de vandalismo e para evitar que futuros casos ocorram" e informou que está disponível para ajudar nas investigações policiais.

Denúncias

Nesta segunda-feira (17), o MPT-PB (Ministério Público do Trabalho na Paraíba) confirmou, em nota, que a PGR (Procuradoria-Geral da República) suspendeu temporariamente a investigação sobre denúncias de exploração sexual de meninos por sacerdotes católicos da Arquidiocese da Paraíba. E afirmou que "tomará as medidas cabíveis para que o poder investigatório do MPT seja restaurado e o procedimento retome o seu curso".

Desde setembro do ano passado, o MPT investiga as denúncias.  Conforme decisão proferida pelo procurador-geral em exercício, José Bonifácio Borges de Andrada, a atribuição para prosseguir com as investigações é do Ministério Público Estadual. Em despacho, o procurador-geral afirmou que "uma vez que os fatos têm nítida repercussão criminal, evidencia-se a atribuição do MPE para sua investigação".

Segundo o procurador, os elementos colhidos no processo não indicam que a exploração sexual de menores teve fins comerciais. "O teor dos depoimentos tomados pelo membro do MPT demonstra que a suposta exploração sexual tinha motivações diversas, não ligadas ao comércio ou ao intuito de lucro", frisou.

Padres afastados

No final de setembro, a Arquidiocese da Paraíba afastou três padres de suas respectivas atividades relativas à Ordem por tempo indeterminado. Os três religiosos estão sendo investigados no processo do Ministério Público do Trabalho.

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