Diego Herculano/AFP

Violência no Rio

Sem troca de turno, PMs do Rio passam mal por excesso de trabalho

Vinícius Castro

Do UOL, no Rio

Dois policiais militares precisaram de atendimento médico na tarde desta sexta-feira (10) após passarem mal por excesso de trabalho. Lotados no 6º Batalhão da Polícia Militar, na Tijuca, onde familiares conseguem bloquear a saída dos agentes e assim a troca de turno, eles trabalharam aproximadamente 18 horas.

De acordo com a PM, um deles sofre de hipertensão. Eles não precisaram ficar internados e já foram liberados.

Até o início da tarde desta sexta a situação em algumas UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) preocupava a PM. O UOL apurou que unidades como as situadas nos morros do Borel e da Formiga, na Tijuca, e nas favelas do Jacaré e Manguinhos, todas na zona norte, não tiveram troca de turno desde o final da tarde da última quinta-feira (9).

Eles deixariam os postos às 6h desta sexta (10), mas não tiveram qualquer rendição porque os PMs estão aquartelados devido ao protesto de familiares. O UOL procurou a assessoria de imprensa da CPP (Coordenadoria de Polícia Pacificadora), que informou que houve troca de turno normalmente nas unidades.

A Polícia Militar diz que o patrulhamento nas ruas está normal, apesar de familiares de PMs realizarem protestos na frente de 27 batalhões. De acordo com informações oficiais da corporação, 95% do efetivo está em serviço. Em quatro batalhões, não houve troca de turnos por conta da mobilização: 3º BPM (Méier), 6º BPM (Tijuca), 20º BPM (Mesquita) e 40º BPM (Campo Grande).

Polícia e familiares de PMs batem boca em bloqueio no Rio

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

Veja também

UOL Cursos Online

Todos os cursos