Polícia acha túnel para fuga no Carnaval de 200 detentos em Porto Alegre

Colaboração para o UOL, em Porto Alegre

  • Divulgação/Polícia Civil do Rio Grande do Sul

    O túnel começou a ser construído em um casa vizinha ao presídio

    O túnel começou a ser construído em um casa vizinha ao presídio

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul frustrou um plano de fuga em massa do Presídio Central de Porto Alegre, nesta quarta-feira (22). Depois de quatro meses de investigação, os policiais interromperam a construção de um túnel que seria usado neste Carnaval para que ao menos 200 presos da mesma facção, e que ocupam uma galeria da casa prisional, escapassem.

Segundo a polícia, a construção já tinha aproximadamente 50 metros de extensão, com espaço interno de 60 centímetros de altura e a uma profundidade de quatro metros abaixo do solo. O início do túnel fica em uma casa, vizinha do presídio, a cerca de 70 metros do muro da instituição.

Conforme o delegado Rafael Ferreira, do Denarc (Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico) a obra era financiada por uma facção criminosa envolvida com o tráfico de drogas e serviria, primeiramente, para que seus líderes escapassem.

"Primeiro sairiam os líderes, depois os gerentes e os demais membros da facção. A saída de presos de outras facções também ocorreria, desde que eles pagassem", explica.

Nesta manhã, os policiais invadiram a casa onde o túnel começou a ser construído e prenderam sete pessoas --seis homens e uma mulher. Todos trabalhavam na construção. Eles não portavam armas e não houve resistência.

Um casal teria alugado a casa, no bairro Partenon, e, como fachada, iniciado uma reforma no imóvel. Isso serviria para camuflar o movimento de operários, materiais de construção e a retirada de terra do local.

O túnel era sustentado por vigas de madeira e tinha rede de luz, ventilação e drenagem da água da chuva. Muitas ferramentas e equipamentos foram apreendidos.

Os policiais entraram em ação quando notaram o aumento da movimentação dos operários --um carro com uma geladeira e um fogão foi estacionado no local, fazendo com que os investigadores acreditassem que o trabalho de escavação seria intensificado.

"Temos informações contundentes sobre qual facção criminosa custeava essa estrutura e seria beneficiada com a fuga. Mantivemos uma campana ininterrupta próximo da casa para averiguar se as informações eram verdadeiras. Decidimos entrar hoje e fomos surpreendidos por toda essa estrutura", comenta o delegado Mario Souza.

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