Violência no Rio

Homens armados invadem escola no Rio e crianças se refugiam em corredor

Do UOL, no Rio

  • Reprodução/Facebook

    Alunos e professores da escola Mestre Waldomiro, no Rio, ficaram acuados pelos corredores

    Alunos e professores da escola Mestre Waldomiro, no Rio, ficaram acuados pelos corredores

Homens armados invadiram na quarta-feira (5) a escola municipal Mestre Waldemiro, em São Cristóvão, zona norte do Rio de Janeiro, durante operação da Polícia Militar na região. Alunos e professores tiveram que abandonar as salas de aulas e procurar refúgio nos corredores da unidade. O colégio possui, no total, 429 estudantes matriculados.

A PM informou que os criminosos utilizaram a escola como rota de fuga. Eles seriam da favela da Mangueira, situada nos arredores do colégio, onde ocorria a ação do Batalhão de Choque. Os homens pularam o muro da unidade e, em seguida, roubaram um carro, fugindo em alta velocidade.

A Secretaria Municipal de Educação informou que não houve contato entre alunos e criminosos, já que toda a ação teria ocorrido na parte externa da escola. O espaço foi posteriormente vistoriado pela PM, que liberou o local. Não houve necessidade de suspensão das aulas.

A invasão acontece menos de uma semana após a morte da estudante Maria Eduarda Alves da Conceição, 13, atingida por disparos de arma de fogo enquanto fazia aula de educação física na escola Jornalista Daniel Piza, em Irajá, zona norte. A Polícia Civil investiga a origem dos tiros.

No momento em que Maria Eduarda foi alvejada, a PM realizava uma operação contra o tráfico de drogas. Na área externa ao colégio, dois suspeitos que já estavam caídos no chão e desarmados foram assassinados por PMs.

Blindagem das escolas

Na última quarta (5), o prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB), afirmou que a Polícia Militar vai passar a avisar o governo sobre operações em áreas consideradas de risco e que estejam próximas a escolas da rede municipal. Com as informações enviadas previamente, a secretaria de Educação poderá tomar medidas como esvaziar unidades ou suspender as aulas.

Por conta dos episódios de violência envolvendo alunos das escolas do município, Crivella criou um "gabinete de gestão" para promover ações em conjunto com órgãos e instituições que atuam na área de segurança pública.

Além disso, o prefeito determinou que sejam realizadas obras de blindagem nos muros e paredes dos colégios da rede municipal. Para isso, será utilizada uma argamassa especial, importada dos Estados Unidos. A proposta foi criticada pelo Sepe (Sindicato dos Professores e Profissionais da Educação) e por especialistas em segurança pública e engenharia.

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