Mulher dá à luz no sofá de casa após ser liberada 4 vezes e quer processar hospital

Demétrio Vecchioli

Colaboração para o UOL

  • Reprodução/TV Tem

    Caso aconteceu em Campo Limpo Paulista, no interior de São Paulo

    Caso aconteceu em Campo Limpo Paulista, no interior de São Paulo

Ana Clara nasceu na madrugada do último sábado, com 3,1kg e 46 centímetros, no sofá da casa de sua mãe. Letícia Aparecida Borges da Silva, de 24 anos, reclama que entrou em trabalho de parto em casa, depois de ter sido liberada pelo médico que a atendeu no Hospital das Clínicas de Campo Limpo Paulista, no interior de São Paulo, poucas horas antes.

"Eu fui para o hospital na segunda, na quarta, na quinta e na sexta-feira. Estava de 40 semanas e meus partos nunca demoraram mais de 40 semanas, estava preocupada", conta Letícia, que já tem outros três filhos.

Arquivo Pessoal
Letícia Aparecida Borges da Silva, de 24 anos, já tinha três filhos e estava com 40 semanas de gestação

Sua última ida ao hospital foi na sexta-feira, por volta das 20h. "O médico disse que eu estava só com dois dedos (de dilatação) e que isso não era considerado trabalho de parto. Disse que eu estava dispensada e que deveria ir para casa", lembra.

De acordo com Letícia, as contrações ficaram mais fortes por volta da 1h30. "Comecei a tomar banho e caminhar. Se eu fosse para o hospital, iam me dar soro e deixar lá até eu ganhar o bebê." Por volta das 4h15, ela ligou para a cunhada, que chegou às 4h30. Ao tentar levantar para ir para o hospital, Letícia percebeu que Ana Clara estava nascendo ali mesmo, no sofá da sala. Quinze minutos depois, a bebê já estava no mundo.

De volta ao hospital para retirar a placenta, Letícia teria ouvido do médico que, se ele soubesse que o bebê nasceria tão logo, teria deixado ela internada. "Eu vou buscar orientação, mas pretendo processar o hospital", diz ela.

A Secretaria de Saúde de Campo Limpo Paulista informou que abriu sindicância e apurou que, em todas as idas de Letícia ao hospital, ela foi examinada e medicada. Na sexta-feira, o exame constatou "que ela ainda não estava em trabalho de parto", tendo sido orientada a retornar caso as contrações ficassem mais fortes, ainda segundo a secretaria. Isso não aconteceu.

"No entanto, a paciente entrou em trabalho de parto por volta de 1 hora da manhã do dia 27 (sábado) e não se dirigiu ao hospital. Por volta de 4 horas da manhã, a bolsa estourou, o Serviço de Atendimento de Urgência e Emergência foi acionado e chegou na casa da paciente 6 minutos após o chamado", relata o comunicado. "Como o bebê havia nascido, os funcionários do SAMU realizaram um atendimento prévio, cortando o cordão umbilical e depois levaram a paciente ao Hospital de Clínicas. A mãe e o bebê receberam todos os cuidados necessários e tiveram alta nesta segunda-feira."

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