Mãe é presa acusada de ser cúmplice em caso de tortura e estupro da filha

Patrick Mesquita

Colaboração para o UOL

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A morte de uma menina de dois anos, que foi violentada pelo padrasto e chocou a cidade de Cariacica (ES), ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira (2). A mãe da criança, Maria Isabel Claudino, de 22 anos, foi presa pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente acusada de ser cúmplice no crime, mas se diz inocente.

O caso foi registrado no dia 18 de maio. A criança deu entrada no pronto atendimento de Alto Lage e, devido à gravidade das lesões na cabeça, foi transferida para o Hospital Infantil. Ela não resistiu aos hematomas e morreu por trauma cranioencefálico um dia depois. Exames atestaram que a bebê foi vítima de violência sexual. O padrastro, Michael Lelis, foi preso dias depois. Nesta sexta, a mãe também foi detida.

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Michael Lelis foi preso acusado de torturar e violentar a afilhada de 2 anos

De acordo com delegado Lorenzo Pazolini, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), ficou provado que Maria Isabel Claudino tinha conhecimento dos fatos e até mesmo ajudou o marido a fugir, dando informações de que a polícia estava no caso.

"Tínhamos indícios de que essa mãe era omissa. Ela não teve o dever legal, deixou de cuidar com zelo da criança. Esses indícios foram cada vez mais fortes e foram confirmados ao longo do inquérito. Diversas testemunhas confirmaram que não havia possibilidade dela não saber o que acontecia em casa. A vítima tem hematomas anteriores ao dia dos fatos. Diante desses fatos, não havia outro pedido além do pedido de prisão temporária para essa mãe", contou Pazolini em entrevista coletiva nesta sexta.

"Mesmo tento sido orientada a prestar qualquer informação ao suspeito, ela orientou o suspeito a fugir e não retornar ao hospital porque a policia estava no carro e daria problema. Ela prestou auxílio para que o suspeito de matar e abusar da própria filha fugisse do local", aumentou.

O delegado também disse que a mãe foi "extremamente fria" durante o atendimento no hospital, o que teria revoltado outras mães. "Isso gerou revolta das outras mães que estavam no hospital infantil. Precisou até mesmo da intervenção de seguranças. As outras mães queriam agredi-la tendo em vista a indiferença. Ela permaneceu indiferente, como se não fosse filha dela", afirma.

De acordo com Pazolini, a mãe vai responder por conduta omissiva pela tortura com resultado de morte e estupro de vulnerável. Ela será indiciada pela tortura e pelo estupro, assim como o padrasto. Maria Isabel Claudino se diz inocente e alega que cuidava da filha de maneira "correta".

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