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Leite fala em 'Plano Marshall' para reconstruir RS: 'medidas excepcionais'

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), disse neste sábado (4) que os próximos dias "serão ainda muito difíceis pela frente" para os habitantes locais. Ele afirmou ainda que a reconstrução do estado vai precisar de um 'Plano Marshall'.

O que aconteceu

Vamos precisar de medidas absolutamente excepcionais. O Rio Grande do Sul vai precisar de um Plano Marshal [plano dos EUA para financiamento à reconstrução da Europa depois da Segunda Guerra], de medidas absolutamente extraordinárias. Quem ja foi vítima das tragédias não pode ser vítima de desassistência e da burocracia Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul

Leite falou à imprensa no início da noite deste sábado ao lado do ministro Paulo Pimenta, chefe da Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência da República) e do ministro Waldez Góes, do Desenvolvimento Regional, para atualizar os números da tragédia causada pelas enchentes no Rio Grande do Sul.

Em boletim divulgado pela Defesa Civil do estado às 18h foram contabilizados 55 mortos e 74 desaparecidos, além de 69.242 desalojados e 13.324 pessoas em abrigos. Ao todo, 510.585 pessoas em 317 municípios - dos 491 do município - foram afetadas.

Plano Marshall

A cobrança do governador por "medidas absolutamente excepcionais" envolve a reconstrução de estradas e de hospitais e da infraestrutura do estado. Ele também falou nos produtores rurais afetados, como os produtores de proteína animal, e na região carvoeira.

O Plano Marshall citado pelo governador foi um programa de ajuda financeira dos Estados Unidos para reconstruir os países da Europa Ocidental destruídos após a 2ª Guerra Mundial, no final dos anos 40. Idealizado pelo general do exército americano George Catlett Marshall, o plano aportou cerca de US$ 18 bilhões para importar alimentos, reconstruir prédios e fábricas.

Leite sofre críticas de gaúchos por causa dos cortes no orçamento da Defesa Civil nos últimos anos. Em 2022, o orçamento da área era de R$ 1 milhão. Em 2023, passou para R$ 100 mil e, para 2024, o aprovado foi R$ 50 mil.

Já o orçamento para gestão de projetos e respostas a desastres naturais caiu de R$ 6,4 milhões em 2022 para R$ 5 milhões em 2023, e voltou a subir para R$ 117 milhões neste ano - embora ainda seja considerado baixo, já que a previsão de gastos totais do governo para 2024 é de R$ 83 bilhões.

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