Polícia investiga venda de dinheiro falso pelo Facebook: "as melhores notas fakes"

Eduardo Pereira

Colaboração para o UOL

  • Reprodução/Facebook

    Suspeito divulgava anúncios no Facebook e oferecia dinheiro falso para os interessados

    Suspeito divulgava anúncios no Facebook e oferecia dinheiro falso para os interessados

A Polícia Civil de Minas Gerais investiga um homem de 28 anos que confessou aplicar golpes com anúncios de venda de notas falsas de dinheiro em redes sociais. Segundo a corporação, ele fazia suas vítimas na região de Buritizeiro e Pirapora, prometendo que enviaria as cópias de real pelos Correios, mediante depósito em sua conta bancária.

Ao receber o pagamento adiantado, o suspeito desaparecia. As vítimas não conseguiam mais acesso ao homem, que bloqueava qualquer comunicação com os compradores.

"É uma prática cada vez mais comum, que tem se popularizado muito em grupos de Facebook e Whatsapp", explica Jéferson Leal da Silva, delegado responsável pelo caso, ao UOL. De acordo com a investigação, o valor cobrado pelas notas falsas era correspondente a 10% do montante encomendado pela vítima. Estima-se que ao menos 15 pessoas tenham caído no golpe, diz o delegado.

"Nos passamos por compradores e conseguimos, assim, o telefone do golpista. Negociando uma compra falsa com ele, nos foi passada uma conta bancária, que investigamos junto ao seu número telefônico", relata Jéferson. "Conseguimos um endereço que batia com os registros do banco, chegando ao suspeito já com um mandado de busca".

Na casa do acusado, a polícia apreendeu dois telefones celulares, usados na aplicação dos golpes, além de extratos bancários que indicavam os depósitos realizados pelas vítimas. "O mais curioso é que ele mesmo admitiu, depois, que passou a fazer esse esquema depois de ser vítima, perdendo R$ 350 reais numa tentativa de comprar notas falsas", diz o delegado.

Ainda segundo a polícia, a confissão foi registrada na 5ª Delegacia Regional de Pirapora, para onde o homem foi levado para prestar depoimento. Ele será indiciado por estelionato, mas, como não foi preso em flagrante, segue em liberdade, podendo vir a ser preso se condenado em juízo ou caso venha a cometer o crime novamente.

Polícia Civil/Divulgação
Polícia Civil de Minas Gerais investiga homem que oferecia dinheiro falso no Facebook

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