Menina de 4 anos é morta em tiroteio por "acerto de contas" em Goiânia

Eduardo Carneiro

Colaboração para o UOL

  • Arquivo Pessoal/Polyana de Freitas

    Menina Júlia, de vestido rosa, foi morta a tiros dentro da casa da avó em Goiânia

    Menina Júlia, de vestido rosa, foi morta a tiros dentro da casa da avó em Goiânia

Uma menina de apenas 4 anos foi morta no último sábado dentro da casa da avó no Conjunto Vera Cruz II, em Goiânia, ao ser alvejada durante um tiroteio entre criminosos.

De acordo com informações da Polícia Militar, quatro suspeitos foram até uma residência do complexo para fazer um "acerto de contas". Das três pessoas que estavam no local, um homem, identificado como Warlei, foi morto, uma jovem conseguiu se esconder e outro rapaz fugiu para uma casa na vizinhança.

Os suspeitos, então, invadiram a residência e continuaram atirando. Eles alvejaram não só o homem que procuravam (identificado como Fabiano, que veio a óbito) como também duas pessoas da família dona da casa que tentavam se proteger e nada tinham a ver com a ação.

Arquivo Pessoal/Polyana de Freitas
Júlia Martins Rodrigues de Barros, de 4 anos, foi atingida na cabeça durante tiroteio

Luiz Martins de Paiva, 32 anos, levou um tiro no braço, foi encaminhado ao hospital e recebeu alta logo demais do incidente. Já sua filha, Júlia Martins Rodrigues de Barros, de 4 anos, foi atingida na cabeça e não resistiu. Ela foi velada e enterrada neste domingo na capital goiana.

Luiz Martins de Paiva disse à TV Anhanguera que tentou proteger Júlia dos disparos. "Quando eu fui empurrar ela, senti a fisgada da bala entrando e saindo (do braço) e entrando no ouvidinho dela. Ela caiu junto comigo. A mesma bala que me atingiu matou minha filha", afirmou, dizendo que ficou "sem chão" ao ver a cena. "A gente só lembra das coisas boas, ela nunca fez coisas ruins. Era muito querida".

A Polícia Militar informou nesta segunda-feira que dois suspeitos de participação no crime foram detidos. Um deles é um menor de 17 anos que foi encontrado com uma espingarda calibre 12 e quatro munições – uma perícia vai identificar se esta é a arma que matou Júlia.

Os agentes também prenderam uma mulher de 26 anos, identificada como Priscila, que não participou da ação, mas teria dado cobertura para o acerto de contas que culminou na tragédia. Ela já tinha passagens por associação criminosa, tráfico de drogas e receptação.

Foram encontrados ainda pela Polícia Militar a quantidade de 3 kg de maconha na casa de Priscila, além do carro modelo Onyx usado pelos criminosos no tiroteio de sábado.

A Delegacia de Investigações de Homicídios de Goiânia (DIH) também acompanha o caso e ajuda nas buscas dos outros três envolvidos na ação.

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