Preso suspeito de matar menina de 7 anos durante festa em colégio de PE em 2015

Lucas Borges Teixeira

Colaboração para o UOL

  • Divulgação

    Homem é suspeito de matar menina Beatriz Angélica Mota, 7 anos, em dezembro de 2015

    Homem é suspeito de matar menina Beatriz Angélica Mota, 7 anos, em dezembro de 2015

Um homem detido por um assassinato cometido no último sábado (28) em Lagoa Grande, sertão pernambucano, tornou-se também suspeito pela morte da menina Beatriz Angélica Mota, 7, em dezembro de 2015. O caso ganhou repercussão nacional. Durante uma festa de formatura no Colégio Nossa Senhora Maria Auxiliadora, em Petrolina, a criança foi assassinada a facadas. A polícia, até então, tinha poucas pistas do autor do crime e não sabia o que teria motivado o crime.

A Polícia Civil de Pernambuco retomou as investigações do caso e colheu a saliva do investigado para checar o DNA. Ao UOL, as autoridades informam que o homem, de identidade não revelada, foi ouvido na tarde desta segunda-feira (30).

Arquivo pessoal
Beatriz Angélica Mota, 7 anos, era filha de um professor da escola

As autoridades suspeitaram do homem após compararem seu rosto com uma filmagem das imediações da escola no dia do assassinato de Beatriz. Um rapaz de camisa azul, muito semelhante a ele, foi visto ao redor do colégio minutos antes de a menina desaparecer. O personagem das imagens é tratado pela polícia como o principal suspeito desde então.

No depoimento, ele negou tanto a participação no assassinato do servidor público de Jean da Silva Santos, 29, no último sábado, quanto no de Beatriz.

A saliva do suspeito foi colhida pela Polícia Científica no Instituto Médico Legal (IML) de Petrolina para que seja comparada ao material genético colhido na faca usada no crime de Beatriz. O resultado do teste de DNA deve sair em dez dias.

Segundo a polícia, ele será ouvido mais uma vez. Foi feito um pedido de prisão preventiva referente ao crime de sábado, mas a audiência ainda não foi realizada.

Divulgação
Homem flagrado por câmeras de segurança é tratado pela polícia como principal suspeito

Morte da menina Beatriz

Caso a suspeita seja confirmada, esta será a resolução de um caso que dura quase dois anos. Em dezembro de 2015, Beatriz, de apenas sete anos, foi assassinada dentro do colégio particular Nossa Senhora Maria Auxiliadora, em Petrolina.

Ela cursava o 2º ano do Ensino Fundamental e estava na escola para um evento relacionado à formatura de terceiro da irmã mais velha, realizado na quadra esportiva do colégio.

A criança foi vista pela última vez a caminho de um bebedouro por volta das 22h. Quando o pai, então professor de inglês da escola, notou o sumiço, anunciou seu nome duas vezes ao microfone.

Beatriz foi encontrada morta minutos depois atrás de um armário, em uma sala ao lado da quadra, com uma faca cravada em seu tórax. Ela tinha sofrido múltiplos golpes.

Até então, a polícia tinha apenas imagens das imediações do colégio, em que este mesmo homem aparece, cerca 20 minutos antes de Beatriz ter desaparecido. Ele também aparece, de camisa azul, em fotos dentro da escola, tiradas por pessoas que participavam do evento.

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