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Jovem de 19 anos é encontrada morta dentro de rio no interior de SP

Adriana Leonardo de Lana é descrita como "extremamente tranquila" por familiares e tinha o sonho de ser cantora - Arquivo pessoal
Adriana Leonardo de Lana é descrita como "extremamente tranquila" por familiares e tinha o sonho de ser cantora Imagem: Arquivo pessoal

Luís Adorno

Do UOL, em São Paulo

29/12/2017 13h03Atualizada em 29/12/2017 13h03

Adriana Leonardo de Lana ficou entre 22 e 26 de dezembro deste ano desaparecida, depois de sair de casa, por volta das 13h, em Cajati (a 220 km de São Paulo). Ela foi encontrada morta por um operador de máquinas em um rio de Registro, cidade vizinha à que morava.

A Polícia Civil investiga o que aconteceu. A prima disse que Adriana saiu de casa por volta das 13h do dia 22 dizendo para a irmã que voltaria logo. Ela morava com os pais e a avó. 

Adriana, chamada pelos familiares de "Drica", faria 20 anos nesta sexta-feira (29), trabalhava como babá e tinha o sonho de ser cantora. "Ela cantava extremamente bem. Ela morava em uma casa no fundo da casa da minha tia e sempre escutava ela cantando. Principalmente sertanejo romântico", diz a prima, a estudante Thais Bueno, 18, ao UOL.

"Era tranquila. Não gostava muito de sair, ficava mais cuidando da avó. Hoje ela faria 20 anos e é muito difícil tocar no assunto, porque ninguém sabe de nada. Não tem explicação", afirma.

Segundo as investigações da polícia, o corpo próximo de alguns barcos, em uma área de difícil acesso na região da estrada do Jurumirim. Ela estava vestida e não aparentava ter sofrido algum tipo de violência física. O laudo do IML (Instituto Médico Legal) apontou a causa da morte como afogamento.

Segundo a prima de Adriana, ela foi reconhecido pelo pai e por um primo apenas por uma tatuagem que tinha no braço e por uma marca que tinha na bochecha. "Como o corpo ficou muito tempo na água, inchou muito. Então, não deixaram a mãe e a irmã dela ver", disse.

Adriana foi enterrada, sob forte comoção, no cemitério municipal de Cajati, na manhã de quinta-feira (28). Policiais civis devem chamar testemunhas para depor, para saber se houve um crime ou um acidente. Peritos apontam uma probabilidade de que ela tenha caído de uma ponte, não se sabe se de forma acidental ou criminosa, e o corpo foi arrastado pelo rio.

"Queremos que vão a fundo na investigação, porque não pode cair no esquecimento. Queremos justiça", disse a prima.

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