PMs do RN decidem manter protesto e se preparam para 1ª reunião com o governo

Carlos Madeiro

Colaboração para o UOL, em Natal

  • Beto Macário/UOL

Em assembleia na tarde desta quarta-feira (3), bombeiros e policiais militares do Rio Grande do Norte decidiram manter a operação "Segurança com Segurança", que mantém os servidores dentro de unidades operacionais, afastados das atividades nas ruas, em protesto contra as más condições de trabalho e atraso salarial.

Um documento com 14 itens foi aprovado pela categoria e será entregue em reunião às 18h desta quinta-feira (4) com o governo do Estado. Será o primeiro encontro entre as partes desde o início do movimento, em 19 de dezembro.

Entre os itens que serão pedidos, estão o pagamento dos salários de novembro (para os que ganham acima de R$ 4.000), dezembro e 13º; a recuperação de prédios em mau estado de conservação, manutenção de viaturas, entrega de fardamentos e quitação de débitos retroativos por promoções.

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O governo informou que vai quitar o complemento da folha de novembro no sábado (6). Não há previsão para pagamento de dezembro e do 13º salário.

A assembleia contou com a participação de cerca de 400 militares e foi considerada a maior desde o início da mobilização. Também foi a primeira desde a decisão do desembargador Cláudio Santos de mandar prender em flagrante quem estiver fazendo ou incitando greve.

Na assembleia desta quarta, um dos pontos colocados foi a entrega dos policiais no quartel geral para que recebam voz de prisão, como fizeram os policiais civis pela manhã, na Delegacia-Geral. Mas a ideia foi descartada --pelo menos a princípio.

"Se alguém for preso, a ideia não será descartada, porque se prender um, tem de prender todos", afirmou o presidente da Associação de Subtenentes e Sargentos, Eliabe Marques, o que provocou aplausos efusivos dos militares.

Segundo o líder militar, houve avanços para a categoria esta semana. "Não tínhamos nada, estava faltando uma mediação para encontrar soluções. O governo só tinha entrado com a repressão. E agora temos essa oportunidade. Vamos apresentar e trazer o que for oferecido para decidir. Até lá a operação segue", explicou.

Segundo a PM, a adesão de policiais ao movimento vem caindo. Nesta quarta, 59 viaturas fizeram policiamento na Grande Natal, além de homens que atuaram no patrulhamento a pé. Na terça (2), eram 42 viaturas circulando. A corporação não quantificou quantos militares estão recusando serviço.

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