Transporte metropolitano em SP fica mais caro a partir de terça

Mirthyani Bezerra

Do UOL, em São Paulo

  • César Rodrigues/AAN/AE

Os ônibus intermunicipais do Estado de São Paulo ficarão mais caros a partir da próxima terça-feira (16). Os novos valores foram aprovados e publicados no Diário Oficial desta sexta-feira (12). Os índices médios do reajuste nas regiões metropolitanas do Estado foram de 4,48% (Sorocaba), 4,06% (Campinas) e 2,11% (Baixada Santista). Na Grande São Paulo, o índice variou de 3,15% a 4,95%.

Os novos valores de cada linha serão divulgados no site da EMTU-SP (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos do Estado de São Paulo) a partir das 17h desta sexta (12).

Todos os índices de reajuste são menores do que os aumentos tarifários do sistema no ano passado, que ficaram em torno dos 7%, mas estão acima do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de 2017, que mede a inflação oficial no país e que fechou o ano em 2,95%.

Em nota publicada ontem, a EMTU esclareceu que aumento de 12% no combustível foi o que mais pesou na composição do reajuste. Além disso, a empresa vinculada à STM (Secretaria dos Transportes Metropolitanos do Estado) informou que os novos valores também levam em conta "a elevação do custo da mão-de-obra (entre 4% e 4,5%), da manutenção dos veículos (5%), além da inflação acumulada no período e de cláusulas contratuais com as empresas operadoras".

Diferentemente do que acontece no sistema de ônibus da cidade de São Paulo, que possui uma tarifa básica fixa, os preços das passagens coletivos metropolitanos variam de acordo com a extensão da linha.

Na área 1, por exemplo, que engloba os municípios de Cotia, Embu, Embu-Guaçu, Itapecerica da Serra, Juquitiba, São Lourenço da Serra, Taboão da Serra, Vargem Grande Paulista e São Paulo, a tarifa das linhas comuns intermunicipais vão variar de R$ 3,20 a R$ 7,80, a depender da faixa de extensão da linha. Ao todo, o reajuste será de 3,85%.

Das cinco áreas da Grande São Paulo, apenas o Corredor ABD (São Mateus - Jabaquara) não terá alteração na tarifa. Ela permanece R$ 4,30, porque o contrato com a concessionária prevê que a avaliação sobre o aumento da passagem deve acontecer em julho, mês da data base.

O desconto da integração entre as linhas metropolitanas e o sistema metroferroviário também permanecerá em R$ 1,50, por meio do uso do BOM nos Trilhos, cartão metropolitano do transporte.

Os reajustes foram publicados no Diário Oficial no último dia 9 de janeiro, mas o ofício entregue pela STM (Secretaria Estadual de Transportes Metropolitanos) à Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) para informar sobre as alterações ainda não trazia informações sobre porcentagens nem justificativas para o aumento.

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