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Morre no Rio australiano condenado por pedofilia e atropelado em Copacabana

Vanessa Ataliba/Brazil Photo Press
Em janeiro, um carro invadiu o calçadão de Copacabana e atropelou 17 pessoas Imagem: Vanessa Ataliba/Brazil Photo Press

Do UOL, em Brasília

03/06/2018 09h31

A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro confirmou na manhã deste domingo (3) a morte do australiano Cristopher John Gott, 63, que estava internado no hospital Miguel Couto desde janeiro deste ano. Gott morreu na última quinta-feira (31). O australiano era procurado pelas autoridades do seu país há pelo menos 20 anos por ter sido condenado por crimes de pedofilia.

A história de fuga do australiano, que vivia no Brasil com outro nome, veio à tona após Gott ser atropelado em Copacabana. Ele foi uma das 17 pessoas atropeladas por Antonio de Almeida Anaquim, 41, em janeiro deste ano, no calçadão de Copacabana. À época, um bebê morreu. Antonio alegou ter tido uma convulsão epiléptica no momento do atropelamento.

Gott foi levado logo após o acidente ao hospital Miguel Couto, onde ficou em coma até falecer. Após ser internado, autoridades brasileiras passaram a desconfiar da presença de Gott no Brasil.

Quando ele foi internado, a polícia encontrou um passaporte em nome de Daniel Marcos Phillips. O governo australiano foi consultado e informou à polícia brasileira que nenhum passaporte do país havia sido emitido com esse nome, o que indicava que o documento era falso.

A polícia brasileira procurou, então, a Interpol, que repassou impressões digitais de Gott para diversos países de língua inglesa. Foi aí que as autoridades australianas confirmaram que a pessoa internada no Brasil não se chamava Daniel Marcos Phillips, mas Christopher John Gott.

Na Austrália, Gott trabalhava como professor. Segundo informações da imprensa local, ele foi alvo de pelo menos 17 denúncias, entre elas o estupro de uma adolescente de 14 anos de idade. Ele chegou a cumprir dois anos de prisão, mas saiu em liberdade condicional. Foi quando fugiu. Desde 1997, as autoridades do seu país não tinham informações sobre seu paradeiro. 

No Brasil, Gott também trabalhava como professor. Ele dava aulas particulares de inglês e chegou a criar dois meninos, hoje entre 28 e 31 anos. Apesar de eles negarem ter sido vítimas de abuso por parte de Gott, a polícia abriu uma investigação para apurar se o australiano teria cometido crimes sexuais no país. 

A reportagem do UOL telefonou para a Embaixada da Austrália no Brasil para comentar o caso, mas até a última atualização desta matéria, as chamadas não foram atendidas.